Síndrome de burnout: como evitar o esgotamento dos funcionários!

A síndrome de burnout é uma condição psíquica ou emocional atrelada ao excesso e a condições de trabalho capazes de provocar o afastamento do profissional ou até sua aposentadoria por invalidez.

Você já ouviu falar em síndrome de burnout? Há quem não conheça o termo, mas já tenha vivido ― quem sabe esteja vivendo ― ou conhece alguém que passou por esse transtorno relacionado a um esgotamento pelo qual trabalhadores podem passar.

A partir de 2022, esse esgotamento mental e profissional vai integrar a lista oficial de doenças ou condições de saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS). Algo que pode ser o suficiente para que você entenda por que uma empresa precisa dar atenção ao assunto.

Vale saber, a síndrome de burnout não é ruim apenas para os funcionários porque tende a prejudicar o todo, uma vez que afeta a produtividade e pode minar o clima organizacional. Continue a leitura do post e saiba mais!

Que síndrome é essa e por que ela acontece

Enquanto algumas empresas ainda resistem a se envolverem com o tema, outras já abraçam e dão crescente atenção à importância da saúde mental no trabalho.

É provável que, entre os que se envolvem com a questão, já exista o entendimento daquilo o que é a síndrome de burnout. Em todo caso, porém, vamos apresentá-la para que o transtorno seja cada vez mais bem entendido por agentes do mercado de trabalho.

A síndrome de burnout

Em tradução livre para o português, a síndrome de burnout pode ser entendida como síndrome do esgotamento ou, como é mais comum dizer, síndrome da estafa.

A definição apresentada pelo Ministério da Saúde indica que essa síndrome é um “distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade”.

Também entendida como distúrbio psíquico, a síndrome de burnout foi descrita pela primeira vez ainda em 1974, pelo psicólogo norte-americano Herbert J. Freudenberger.

Atualmente, o transtorno está classificado como CID-10 Z73 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde), sendo definido como um fator capaz de influenciar a saúde e relacionado entre os problemas ligados ao emprego e ao desemprego.

Dados da Secretaria de Especial de Previdência e Trabalho, de 2017 para 2018, p número de benefícios de auxílio-doença concedidos em razão da CID 10 na comparação entre os anos de 2017 e 2018, o crescimento de benefícios de auxílio-doença com a CID 10 Z73 chegou a 114,80%.

Mudança de classificação

Especialistas explicam que “embora o burnout represente um nível exacerbado de estresse, as pessoas continuam em seus postos de trabalho pelo medo do desemprego. Um trabalhador nesse estado está mais propenso a cometer erros graves”.

Com isso, existe o entendimento de que a mudança na classificação do transtorno vai beneficiar tanto os trabalhadores quanto as empresas. Isso porque a nova classificação CID pode contribuir para que um caso de burnout seja melhor avaliado pelos juízes que decidem sobre questões trabalhistas.

Assim, um funcionário que esteja lidando com o transtorno pode sentir mais segurança para buscar o apoio de que precisa ao invés de seguir trabalhando com baixo desempenho por puro medo.

A saber, a partir de 2022 a síndrome de burnout passa a ser classificada como um “fenômeno” relacionado ao trabalho e que é capaz de afetar a saúde dos indivíduos.

As causas da síndrome de burnout

A principal causa da síndrome de burnout é o excesso de trabalho. Ainda que não exista qualquer regra a respeito, o transtorno tende a ser mais comum entre profissionais que atuam sob pressão constante, como médicos, policiais, professores, jornalistas e outros.

É importante ressaltar que o estresse e o esgotamento emocional não ocorrem somente em razão da natureza da atividade exercida. A síndrome de burnout também pode ser associada a um trabalho mal administrado e isso nem sempre é demérito ou culpa do trabalhador.

Funcionários que lidam com lideranças inadequadas, por exemplo, podem ter problemas para desenvolver suas tarefas e desenvolverem a síndrome. O mesmo vale para aqueles que trabalham em um ambiente em que o clima organizacional é precário ou que a comunicação interna é ruim e nada parece fluir corretamente.

É, sobretudo com isso em mente que uma empresa não pode desconsiderar que pode ter um papel na situação vivida por seus funcionários e, como consequência, se informar sobre formas de evitar o problema ou lidar com ele.

Para facilitar, elencamos a seguir algumas das principais razões por trás de um caso de síndrome de burnout:

  • cobrança excessiva;
  • pressão constante;
  • excesso de responsabilidade;
  • alto volume de trabalho;
  • jornadas longas e pouco repouso;
  • relação conflituosa com colegas de trabalho;
  • contato excessivo com o público;
  • trânsito intenso e demora para chegar ao trabalho.

O último ponto lhe causou alguma dúvida? Mais adiante, veremos que até fatores que parecem fora do alcance da empresa podem ser considerados em suas estratégias para evitar o esgotamento dos funcionários.

Antes disso, vamos aprender um pouco mais sobre a síndrome de burnout para focar no problema antes de apresentar possíveis soluções.

Quais são as características e como identificar o burnout

Você tem ou já teve a sensação de que se estressar no trabalho é algo comum? Um desafio com o qual qualquer pessoa precisa lidar?

Certamente, o exercício de qualquer atividade profissional envolve situações que podem ser estressantes, inclusive porque é impossível fugir de problemas. Em alguns momentos, como em razão de uma crise ou de um período de alta demanda, o aumento do estresse pode ser até natural.

Nessas situações, assim como no dia a dia, a inteligência emocional é muito bem-vinda e o mesmo vale para o entendimento de que o estresse no trabalho é normal, mas somente até certo ponto.

Fizemos essa breve reflexão apenas para apontar que pode acontecer de um funcionário estar vivendo a síndrome de burnout e simplesmente não saber. Algo que lhe impossibilitaria de buscar ajuda, seja na própria empresa ou fora dela.

Da mesma forma, gestores e o próprio departamento de Recursos Humanos (RH), se desatentos a essa questão, podem ter dificuldade para perceber sinais do burnout em seus funcionários e equipes.

Se a empresa não está aberta para relacionar o ambiente e as condições de trabalho à situação mental e emocional de seus funcionários, pode falhar ao entender como o trabalho pode estar relacionado à estafa dos trabalhadores.

Por tudo isso, o ponto de partida para identificar o burnout, antes mesmo de conhecer suas características, é assimilar que essa relação entre as condições de trabalho e a saúde dos profissionais existe.

Sinais da síndrome de burnout

A ideia de que o estresse faz parte do trabalho sem que haja qualquer ponderação sobre um eventual limite pode fazer com que muitos ― profissionais, gestores e RH ― não compreendam seus sinais.

Um entendimento equivocado é de que as características do burnout são as mesmas de um estresse “comum”, digamos assim, ou que revelam outras coisas sobre o profissional como sua falta de compromisso com o trabalho. A verdade não é bem essa.

Entre as características do burnout, podemos destacar:

  • Atrasos frequentes ou faltas ao trabalho ― é certo que há outros motivos para que isso aconteça. A desmotivação, por exemplo, é um deles, mas cabe ao RH e às lideranças envolvidas com cada profissional a missão de analisar as circunstâncias da mudança de comportamento para tentar entender seus motivos;
  • Dificuldade de concentração ― é difícil, se não for impossível, encontrar alguém que consiga manter altos níveis de concentração todos os dias. Problemas pessoais ou profissionais e até conquistas podem ser razões para um dia de distração, por exemplo.

Quando a situação se torna constante, porém, é preciso analisá-la mais atentamente porque pode ser um sinal da síndrome de burnout;

  • Lapsos de memória ― é interessante observar ainda se a falta de concentração está associada à lapsos de memória ou se essas falhas acontecem ainda que o funcionário pareça manter seus níveis normais de concentração no trabalho;
  • Oscilações bruscas de humor, irritabilidade, agressividade, depressão, irritabilidade, ansiedade ― é importante lembrar que a síndrome de burnout é uma condição psíquica ou emocional.

Por essa razão, as emoções do profissional que estiver sofrendo com o transtorno podem oscilar bastante ou assumirem características específicas;

  • Baixa autoestima ― já mencionamos a depressão anteriormente e é comum que o quadro seja associado, em algum estágio, a uma autoestima mais baixa.

Entretanto, é importante ressaltar essa característica porque, como veremos melhor logo mais, pode se traduzir em comportamentos que revelem mais facilmente que algo não vai bem com o profissional;

  • Isolamento ― o ato de se isolar pode ser entendido como uma fuga de conflitos ou até de interações que antes eram percebidas de forma positiva, mas que se tornaram desagradáveis ou desimportantes em razão do burnout;
  • Insônia, dores musculares, dores de cabeça ou enxaqueca e problemas gastrointestinais ― fatores que estão associados ao estresse intenso, como a preocupação excessiva que prejudica o sono e a tensão muscular podem ser sinais do burnout.

Problemas gastrointestinais também porque podem surgir tanto em decorrência de fatores emocionais quanto pela falta de autocuidado que resulta em uma alimentação desregulada ou de baixa qualidade.

Os estágios da síndrome de burnout

Para que sua empresa esteja ainda mais preparada para identificar a síndrome de burnout, vamos aos 12 estágios do transtorno pelos quais uma pessoa pode passar.

Dessa forma, você vai entender melhor a evolução do burnout até o momento em que o esgotamento mental atinge seu ápice. Veja:

1. Necessidade de se afirmar capaz ou de provar seu valor

Nessa etapa, não há muito a ser dito além do fato de que o profissional começa a se sentir que existe uma necessidade de mostrar que sabe o que está fazendo e que o faz com excelência.

Relacionando isso às causas da síndrome de burnout, podemos fazer uma associação com o excesso de responsabilidade e um eventual receio de não ser capaz de cumprir com as próprias tarefas e ser demitido ou preterido em um processo de promoção, por exemplo;

2. Dedicação intensificada atrelada à incapacidade de se desligar do trabalho

Funcionários que querem provar seu valor de uma forma além da que pode ser considerada benéfica têm a tendência de se dedicarem intensamente, se colocando à disposição para trabalhar a qualquer hora do dia.

Esse comportamento pode ser evidenciado até mesmo por ações consideradas simples como checar o e-mail profissional antes de dormir ou adiantar o trabalho aos finais de semana sem ter recebido qualquer solicitação para tal;

Ainda, é comum que nessa situação, o trabalhador também prefira ou tente dar conta das tarefas que são apresentadas por conta própria, sem contar com a ajuda de sua equipe ou de outros profissionais.

Além de ser uma preocupação em função do esgotamento mental, uma situação como essas deve chamar a atenção do RH e das lideranças também em razão do direito ao descanso e do limite legal de horas em uma jornada de trabalho;

3. Descaso ou negação das necessidades pessoais

Lembra-se do destaque de demos à baixa autoestima? Essa característica da síndrome de burnout pode ser evidenciada pela ausência de autocuidado.

Até mesmo em empresas com dress code livre e despojado é possível notar se alguém foge ao seu “normal” e aparece desleixado a ponto de levantar questionamentos sobre sua situação emocional.

Além disso, o excesso de dedicação ao trabalho associado ao burnout também pode fazer com que o profissional comece a se esquecer ou ignorar a necessidade de se alimentar, dormir bem ou ter uma vida social;

4. Fuga de conflitos

A normalização da ideia de que o estresse é sempre comum ao trabalho pode estar associada à ideia de fugir de conflitos. Outra razão é o medo de assumir que há um problema a ser confrontado e, como consequência, encarar um eventual preconceito ou a falta de apoio da empresa (e também da família e de amigos).

Essa fuga, vale esclarecer, está relacionada ao momento em que o trabalhador percebe que algo não vai bem, mas decide não lidar com o problema. Como consequência, tende a começar a sofrer com as manifestações físicas da síndrome de burnout;

5. Reinterpretação dos valores pessoais

Aquilo que antes era valorizado pelo trabalhador ― sua casa, seus cuidados pessoais, seus momentos de lazer e outros ― começam a sofrer uma significativa desvalorização.

A autoestima passa a ser atrelada puramente ao trabalho e aos resultados alcançados;

6. Negação de problemas

Uma vez que a pessoa já se negou a encarar que está passando por um problema de esgotamento mental e estafa, começa a projetar o problema nos outros.

Os colegas passam a ser avaliados como preguiçosos, incapazes ou indisciplinados. Com isso, o contato social passa a ser evitado (isolamento) e mudanças no comportamento como a irritabilidade, a agressividade e o cinismo podem ganhar espaço;

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7. Distanciamento social

Essa outra etapa da síndrome de burnout não é apenas um complemento da aversão à vida social, podendo ser também uma aversão a reuniões porque se refere a uma anti-socialização.

Sendo assim, pode ser percebida por mudanças na interação com os colegas, presença em happy hours e até na sinalização de indisposição para lidar com reuniões do próprio trabalho;

8. Mudanças evidentes de comportamento

Pessoas alegres e que gostam de conversar podem se tornar depressivas a optar pelo isolamento, por exemplo. Falamos de mudanças de comportamento que podem ser consideradas estranhas ou que chamem a atenção para a possibilidade de algo estar errado;

9. Despersonalização

O profissional passa a ter dificuldades para enxergar o próprio valor, assim como o das pessoas ao seu redor. Como consequência, pode passar a evitar o diálogo e o envolvimento com os colegas de trabalho;

10. Vazio interior

Nessa etapa, o esgotamento emocional é intenso a ponto de fazer o trabalho e outras questões perderem o sentido, provocando o sentimento de vazio interior, de desgaste e da dificuldade de lidar com qualquer questão.

É comum que o profissional recorra a hábitos pouco saudáveis para lidar com a situação, como o consumo excessivo de álcool, o uso de drogas ou até a compulsão alimentar;

11. Depressão

O vazio evolui para uma sensação de estar perdido ou a um entendimento de que nada mais faz sentido. A depressão é marcada por fatores como a indiferença, a falta de esperança e a exaustão;

12. Burnout

Enfim, a síndrome do burnout se instaura por completo, podendo provocar o colapso emocional e físico do trabalhador e até mesmo a ideação suicida.

Por essas razões, essa etapa do transtorno é considerada de emergência e demanda ajuda médica e psicológica urgente.

É certo que parte ou aspectos desses 12 estágios do burnout podem ser percebidos somente pela própria pessoa ou por aqueles com quem ela mantém uma relação mais íntima. Entre eles, porém, existem os estágios que podem ser percebidos pelo RH, pelo superior direto ou até por colegas.

Além do mais, as informações acerca de cada um deles podem ser compartilhadas com o quadro de funcionários para que um profissional possa identificar o transtorno caso passe ou suspeite que um colega esteja passando pela síndrome de burnout.

Outras informações relevantes

Dados da International Stress Management Association (ISMA-BR) apontam que a síndrome de burnout acomete cerca de 32% das pessoas com sinais de estresse.

Em geral, é um transtorno mais comum a pessoas que são mais exigentes e às que tem ampla abertura para abraçar novos desafios no trabalho.

Seja como for, a síndrome de burnout tem seus estágios porque não acontece de repente e é por essa razão que ter conhecimento de suas características ou sinais pode fazer a empresa intervir antes que a situação se consolide.

Ainda, é importante destacar que cada pessoa pode ter um ritmo de evolução ou de passagem pelos estágios diferente. Por isso, a atenção do RH ao perfil comportamental de cada funcionário pode ser crucial.

As consequências da síndrome do burnout para a empresa

Ao longo da leitura sobre o que é a síndrome de burnout, quais são seus sintomas e como identificá-las, você já teve informações para deduzir ou suspeitar de quais são as consequências do transtorno para uma empresa.

Um único funcionário com sintomas de estafa pode, de forma não-intencional, provocar uma série de efeitos negativos não só em relação ao seu próprio desempenho, mas também ao de seus colegas.

Queda de produtividade

Ainda que, inicialmente, o profissional que começa a vivenciar a síndrome de burnout esteja obstinado a dar tudo de si em nome da empresa, sua produtividade eventualmente é afetada.

Os sintomas emocionais e os físicos do burnout podem afetar a capacidade de raciocínio e a habilidade de concentração do trabalhador. Como consequência, a capacidade produtiva ou de bater metas também tende a ser afetada.

Falhas em processos

O esgotamento mental e físico do profissional com síndrome de burnout pode levá-lo a cometer falhas em seu trabalho que vão além daquilo o que seria considerado normal.

Ainda, como o transtorno afeta a relação do funcionário com seus colegas e até superiores, existem consequências como a indisposição para o trabalho em equipe e para a compreensão da importância da comunicação entre todos. Nesse cenário, o número de falhas também tende a aumentar.

Piora do clima organizacional

Lidar com falhas cada vez mais constantes geradas pelo estado emocional de um colega pode ser desafiador. Além disso, aqueles que trabalham com que passa pela síndrome de burnout podem ser obrigados a conviver com comentários cínicos, com demonstrações de irritabilidade e até de agressão verbal.

Tudo isso pode prejudicar o clima organizacional e aumentar o estresse dos demais funcionários da equipe ou do setor. Como consequência, a motivação de todos e seu desempenho também podem ser afetados com mais ou menos intensidade.

Aumento do turnover

Se a empresa não faz nada diante da situação ou toma medidas que são ineficazes, o clima pode se tornar pesado ou desagradável o suficiente para levar o turnover.

Além disso, é importante ter em mente que os demais funcionários podem perceber que algo não vai bem com aquele que está passando pela síndrome de burnout.

Diante dessa situação, caso percebam que a empresa não age para ajudá-lo, podem entender que trabalham em uma corporação que não se preocupa com a saúde mental e o bem-estar de seus funcionários. Algo que também pode motivar o desejo de sair em busca de um novo emprego.

Afastamentos por questões de saúde

Um caso de síndrome de burnout pode virar uma bola de neve se não receber a devida atenção. O aumento do estresse geral e a piora do clima organizacional pode contribuir para que mais pessoas caminhem para o seu limite.

Como consequência, a empresa pode acabar vivendo uma realidade de constantes afastamentos relacionados a questões de saúde. Não há dúvidas de que tais afastamentos sejam compreensíveis e importantes para a recuperação dos trabalhadores, mas é certo também que podem ser desafiadores para a empresa.

Acidentes de trabalho

Se falhas em processos podem acontecer em razão da dificuldade de concentração e do esgotamento mental de quem passa por um burnout, acidentes de trabalho também.

As consequências de um acidente podem ser graves e, a depender da área de atuação do profissional, até fatais. Sendo, portanto, uma situação que todo empregador deseja evitar.

Como evitar o esgotamento dos funcionários e o burnout

Para os funcionários, existe uma série de dicas de como evitar o estresse no trabalho e até de como evitar o burnout. Tratam-se de informações que podem ser utilizadas na estratégia do RH de manter os trabalhadores informados sobre sinais do transtorno e de como identificá-lo antes de que instaure.

Neste post, vamos focar em medidas que podem ser tomadas pela própria empresa e seus gestores, com o auxílio do departamento de Recursos Humanos, para evitar o esgotamento dos funcionários. Veja:

Aposte em uma boa comunicação interna

Um dos objetivos da comunicação interna é melhorar a troca de informações e ideias entre os funcionários e uma organização ou aqueles que a representam.

Gestores e líderes precisam ser capazes de se comunicarem com facilidade entre si e com suas equipes. Da mesma forma, os profissionais precisam sentir que existe abertura para o diálogo não apenas entre si, mas também com seus superiores.

A aposta em uma comunicação horizontal, que visa eliminar barreiras hierárquicas, é importante para a conquista desse objetivo. A adoção dessa estratégia transmite aos trabalhadores o entendimento de que a empresa está disposta a ouvi-los sempre que necessário.

Essa abertura para o diálogo é importante para evitar a síndrome de burnout porque cria um cenário convidativo para que qualquer trabalhador que passe por uma situação de estresse atípica se sinta confortável para falar a respeito.

Assim, antes que o problema se agrave e o burnout se concretize, a empresa recebe um “alerta” que se traduz em uma oportunidade para agir com antecedência.

Produção e disseminação de informações

Considere ainda que a aposta em uma boa comunicação interna também passa pela produção e compartilhamento de conteúdo informativo.

Falar sobre o que é a síndrome de burnout e quais seus sintomas e etapas é importante para que os funcionários da empresa passem a conhecer o transtorno e saibam identificá-lo. Serve também para que compreendam que o burnout não deve ser considerado sinal de fraqueza de quem não dá conta de trabalho sério.

Ainda, o investimento em conteúdos informativos contribui para que os profissionais entendam que a empresa está aberta a falar sobre o problema, sobretudo caso esse surja na vida de algum deles.

Algo que ajuda a reduzir o medo da demissão, inclusive com base no entendimento de que o afastamento médico em razão do transtorno é possível.

Caso sua empresa tenha dificuldades neste quesito, sugerimos que você confira nosso conteúdo sobre formas de melhorar a comunicação interna e conquistar resultados mais efetivos.

Acompanhe e faça avaliações do ambiente de trabalho

O ambiente de trabalho e o clima organizacional são fatores chaves para o estado emocional dos funcionários de uma empresa. Ambientes tóxicos geram desmotivação, aumento do estresse e podem desencadear um processo de burnout.

Por isso, é fundamental que o RH da empresa tenha autonomia para realizar avaliações do ambiente e do clima na empresa para detectar eventuais pontos fracos e melhor orientar as lideranças sobre o tratamento dispensado aos funcionários.

Vale considerar que um ambiente e um clima positivo envolvem desde fatores físicos, até a fatores relacionais e emocionais. A iluminação e o uso de cadeiras inadequadas contam assim como a forma como os funcionários se relacionam e como são abordados por seus superiores.

É importante lembrar que as estratégias para uma boa comunicação interna precisam ser adotadas na prática e o RH pode conferir se a empresa está tendo sucesso também com essa questão. 

Adote estratégias de valorização do capital humano

Por fim, mas não menos importante, para evitar o esgotamento e a síndrome de burnout de seus funcionários, uma empresa precisa valorizar seu capital humano. Para isso, algumas estratégias válidas são:

  • lembrar da importância e do poder do feedback positivo;
  • criar planos de carreira;
  • considerar o uso de premiações e bonificações como incentivo;
  • contar com benefícios adequados ao perfil dos funcionários da empresa;
  • incluir programas de mentoria e aperfeiçoamento profissional na política da empresa;
  • incentivar ou promover momentos de descontração como o happy hour corporativo;
  • apostar em uma jornada com horário flexível;
  • oferecer terapias de prevenção no trabalho ou por convênio com uma instituição (massoterapia, acupuntura, yoga, meditação coletiva etc) e outros.

A combinação dessas medidas tende a fazer com que o estresse diminua e com que os funcionários não se sintam sobre intensa pressão constantemente. Algo que, por sua vez, favorece a melhoria do rendimento, do clima organizacional e afasta a síndrome de burnout.

A síndrome de burnout é um problema real e tão sério que, pela legislação trabalhista, pode garantir afastamento do trabalho e até aposentadoria por invalidez.

Além de ser bastante ruim para o profissional acometido, o transtorno também pode consequências negativas para a empresa e tudo isso faz com que seja importante não ignorá-lo e, mais do que isso, entender como evitá-lo.

Precisa conhecer melhor os funcionários da empresa para identificar eventuais sinais de burnout? Comece pela análise do perfil comportamental de cada um!

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