Mapeamento Comportamental: Como Implementar Em Sua Empresa?

O mapeamento comportamental é um recurso do RH para tornar o processo seletivo mais acertado e para melhorar a gestão de pessoas, desenvolver talentos e contar com sua máxima produtividade.

Sua empresa ainda não faz o mapeamento comportamental de candidatos e funcionários e nem sabe como fazê-lo?

O perfil comportamental diz respeito à forma como cada profissional pensa e age diante de determinada situação. Não é “bola de cristal”, é um processo de gestão estratégica de pessoas que pode ser aplicado pelo seu RH.

Neste post, você vai aprender sobre o mapeamento de perfil comportamental, do conceito à aplicação, para saber por que e como utilizar essa ferramenta em sua empresa. Boa leitura!

O que é o mapeamento comportamental

O que é o mapeamento comportamental

O mapeamento comportamental é um processo que permite ao RH identificar padrões de comportamento e conhecer o perfil de cada profissional da empresa.

O “desenho” do mapa comportamental se dá a partir da aplicação de diferentes técnicas como testes, entrevistas, simulações e de dinâmicas de grupo.

Cada uma das técnicas aplicadas permite que o RH apresente situações aos profissionais e entenda como cada um pensa e reage em cada contexto.

O que é perfil comportamental

Como dissemos anteriormente, o perfil comportamental é a forma como uma pessoa age no dia a dia, seja diante de situações corriqueiras ou não. Uma avaliação que se aplica ao contexto profissional.

A descoberta do perfil de um profissional se baseia em quatro perfis predominantes:

  • executor;
  • comunicador;
  • planejador;
  • analista.

Cada perfil comportamental indica um padrão ou uma tendência de comportamento predominante.

Isso diz respeito a diferentes fatores como o desempenho profissional, as habilidades socioemocionais e até o modelo de treinamento adequado para o desenvolvimento do trabalhador.

Perfis comportamentais

Recomendamos que você confira o artigo em que apontamos os benefícios de conhecer o perfil comportamental dos funcionários. A leitura te possibilitará entender quais as características predominantes de cada perfil.

Já que está por aqui, não deixe de conferir:
👉 Design thinking para RH: aplicando o conceito à gestão de pessoas
👉 As principais tendências de gestão de pessoas para 2021
👉 RH tech: entenda mais sobre essa tendência nas empresas
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A importância do mapeamento

Um levantamento feito pela Page Personnel aponta que 9 em cada 10 trabalhadores são contratados pelo perfil técnico e demitidos pelo perfil comportamental.

Com o passar dos anos, as empresas estão aprendendo a valorizar mais o lado humano nas relações de trabalho.

Algo que, inclusive, tem modificado a gestão de pessoas e permitido a existência de um RH mais estratégico.

As habilidades técnicas, conhecidas como hard skills, seguem sendo importantes. 

Entretanto, soft skills como inteligência emocional, adaptabilidade e empatia têm sido cada vez mais apreciadas.

Um profissional com um excelente currículo pode, no fim das contas, não ter o comportamento esperado pela empresa. 

Algo que resulta em uma série de estresses até culminar na rescisão contratual.

Entender a importância do mapeamento comportamental e aplicá-lo permite que a empresa:

  • tenha mais assertividade no seu processo seletivo para montar times que atendam às necessidades da organização;
  • contribua para o desenvolvimento dos talentos que já compõem o quadro de funcionários, extraindo o máximo de seu potencial.

Está cada vez mais clara para a alta gestão a importância do capital humano nas empresas. 

O sucesso de um empreendimento depende diretamente das pessoas que participam dele diariamente.

Por isso, escolher bem e direcionar melhor a atuação dos profissionais contratados é fundamental. Algo que se torna possível a partir do mapeamento comportamental.

Como fazer o mapeamento comportamental

Como fazer o mapeamento comportamental

Entendida a importância, é provável que você já queira saber como fazer o mapa de perfil comportamental para descobrir que tipo de tarefa tem pela frente, certo? Vamos lá!

O mapeamento tem três pontos essenciais:

  1. observação;
  2. aplicação das técnicas;
  3. consolidação dos resultados.

A seguir, vamos apresentar algumas opções que sua empresa pode adotar.

Passos para mapeamento comportamental

Observe as atitudes dos funcionários

Nem sempre todas as características de um profissional são evidenciadas em um teste ou entrevista comportamental. Por isso, observar o trabalhador diante de uma situação real faz a diferença.

Com sua expertise, o RH deve estar preparado para aplicar técnicas de avaliação e análise que não sejam facilmente burladas pelos profissionais.

Dizer isso não significa que um candidato ou funcionário vai, por má-fé, tentar enganar a empresa. 

A questão é que, quando sabemos que estamos sendo testados, nem sempre agimos tão naturalmente.

Por isso, antes de qualquer coisa, uma das estratégias mais importantes para o mapeamento comportamental é a observação.

Observar os funcionários em seu dia a dia de trabalho é fundamental para conhecer sua forma de pensar e de agir.

O exercício permite avaliar fatores como organização, comunicação, produtividade, relacionamentos e mais.

Dica! Dinâmicas de grupo e simulações podem ser um bom recurso para criar melhores oportunidades de observação de comportamento para análise do RH.

Aplique um teste de perfil comportamental

O teste comportamental favorece tanto o autoconhecimento quanto uma avaliação das tendências de comportamento e de cada profissional.

Trata-se de um diagnóstico comportamental que permite que a empresa:

  • faça o mapeamento de perfis;
  • identifique as habilidades necessárias para execução de atividades;
  • avalie se há ou não compatibilidade entre o perfil de um profissional e um cargo estratégico;
  • promova a integração de funcionários com habilidades distintas para formar uma equipe diversificada e produtiva;
  • descubra novos líderes;
  • ajude os funcionários a desenvolverem a inteligência emocional e outras soft skills no trabalho a partir do autoconhecimento;
  • direcione melhor as tarefas e responsabilidades em momentos mais desafiadores, como uma eventual crise.

Os testes para mapeamento comportamental podem seguir diferentes métodos, como questionários impressos ou o uso de softwares voltados para esse fim.

Em todo caso, é possível contar com questões objetivas e/ou subjetivas, e até complementar o teste com outras técnicas.

Cabe ao RH estudar melhor as possibilidades e definir qual caminho mais adequado a seguir.

Faça uma entrevista comportamental STAR

A entrevista é, comumente, uma técnica utilizada durante processos seletivos. A metodologia STAR pode ser escolhida para que o mapeamento comportamental leve a contratações mais acertadas.

A ideia da metodologia é permitir que o RH identifique como um candidato reagiria a determinada situação. Veja:

Metodologia STAR
  • Situação: identificação do evento a ser encarado e seu contexto;
  • Tarefa: a responsabilidade ou o papel do entrevistado diante do evento;
  • Ação: como o entrevistado agiu (ou agiria) para lidar com o evento em questão; quais foram os pensamentos, estratégias e atitudes;
  • Resultado: quais foram os resultados e aprendizados diante de toda a situação.

O objetivo da metodologia STAR em uma entrevista é saber como um profissional pensa e se comporta. 

Entende por que essa é uma boa técnica para o mapeamento comportamental?

Vale saber, entrevistas também podem ser feitas com funcionários, pessoas já contratadas pela empresa. A avaliação de perfis não se restringe ao processo de contratação.

Realize uma análise comportamental DISC

A aplicação da metodologia DISC é uma escolha comum a quem deseja fazer o mapeamento comportamental de funcionários.

Criada a partir dos estudos de William Moulton Marston, psicólogo americano, a metodologia se baseia em perguntas objetivas.

Sua proposta é a descoberta de características como as forças e motivações das pessoas, assim como as melhores formas de gerenciá-las, fortalecendo sua autoestima, potenciando suas habilidades e reduzindo suas falhas.

É possível aplicar a metodologia por meio do teste de perfil DISC que avalia os profissionais com base nas seguintes características:

Metodologia DISC
  • Dominância: perfil executor
  • Influência: perfil comunicador;
  • Estabilidade; perfil planejador;
  • Conformidade: perfil analista.

A metodologia pode ser aplicada durante o processo seletivo e com o objetivo de melhor gerir os funcionários e até de realocá-los na empresa, com base em suas competências e habilidades.

Quais os benefícios para sua empresa

Quais os benefícios para sua empresa

A importância do mapeamento comportamental é algo que fica mais claro quando se entende os benefícios envolvidos.

Pelo que mostramos até aqui, você já deve ter percebido que o mapeamento é interessante, mas não é tão simples de ser adotado. Por isso, temos alguns pontos a destacar.

1. Aumento de produtividade

O mapeamento comportamental permite que funcionários, recém-contratados ou não, tenham atribuições mais condizentes com seu perfil e habilidades.

Isso resulta em profissionais desempenhando tarefas que sabem fazer bem, com mais confiança e motivação. Algo que impacta positivamente sua produtividade.

2. Melhoria da motivação

Já que a mencionamos, vale destacar que o mapeamento comportamental leva os funcionários a perceber que a empresa conhece seus pontos fortes e os valoriza.

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Esse reconhecimento, que se traduz na adequação das tarefas desempenhadas, contribui para funcionários mais motivados.

3. Formação de equipes mais fortes

O mapeamento comportamental permite que o RH e as lideranças conheçam melhor os funcionários da empresa.

Com isso, além de readequar tarefas, podem reestruturar equipes de forma a deixá-las mais fortes por meio da união profissionais com competências complementares.

4. Melhoria do fit cultural

O fit cultural diz respeito à capacidade que um profissional tem de se alinhar à cultura da empresa, aos seus valores e à sua missão.

Quando o RH usa o mapeamento comportamental no processo de recrutamento e seleção, aumenta as chances de promover esse alinhamento com sucesso.

Assim, passa a fazer contratações mais certeiras que tenham impacto positivo em toda a equipe.

5. Melhoria de processos de realocação

O recrutamento interno é um processo que permite à empresa manter seus talentos, mas deslocá-los para outras funções.

A ideia passa por identificar potencialidades nos funcionários que os permitam desempenhar novas funções com ainda mais qualidade.

O mapeamento de perfil torna esse processo mais acertado, evitando que mudanças equivocadas prejudiquem os trabalhadores e a empresa como um todo.

6. Sinalização da necessidade de treinamentos

O treinamento e desenvolvimento de pessoas também é uma atribuição do RH. Ao conhecer melhor os funcionários por meio do mapeamento, é possível identificar questões que precisam ser aprimoradas.

Se faltam executores em uma equipe, por exemplo, e algum funcionário demonstra ter esse potencial, um programa de desenvolvimento pode resolver o problema.

7. Aprimoramento da gestão de conflitos

O mapeamento comportamental ajuda o RH e as lideranças a entenderem como lidar melhor com cada funcionário.

Com isso, torna-se possível definir estratégias mais adequadas para a gestão de conflitos internos, e também para outras comunicações que se façam necessárias.

O ponto é que a empresa passa a saber como se dirigir aos funcionários de forma mais objetiva e eficaz.

8. Redução do turnover

Todas essas vantagens atreladas ao mapeamento comportamental aumentam a satisfação dos funcionários e o clima organizacional.

Com isso, a empresa pode constatar uma redução do turnover já que um ambiente mais agradável tende a evitar que os profissionais busquem novas oportunidades.

Como utilizar o mapeamento na gestão

Como utilizar o mapeamento na gestão

Nós já falamos sobre como fazer mapeamento comportamental sob a perspectiva das ferramentas que a sua empresa pode usar.

Agora, vamos falar de como utilizar esse mapa na gestão de pessoas, ou seja, trazer uma visão mais prática da aplicação desse recurso pelo RH.

Recrutamento e seleção

Ao longo do post, mencionamos diferentes pontos que se encaixam na junção entre o processo de recrutamento e seleção e o mapeamento comportamental.

Encontrar bons candidatos pode ser um grande desafio. Além das competências técnicas, o RH precisa encontrar profissionais cujo perfil se adequa ao da equipe e à cultura da empresa.

Por isso, temos um post que ensina como utilizar o perfil comportamental no processo seletivo, já que isso pode fazer toda a diferença.

Relacionamentos internos

O capital humano, ou seja, os funcionários, são o foco da gestão de pessoas feita por um RH estratégico.

Compreender as necessidades de cada profissional e saber o que a empresa pode fazer para atendê-las é importante.

A ideia não é simplesmente agradar, mas criar condições para que cada trabalhador alcance seu potencial máximo.

Com o mapeamento de perfil comportamental, o RH passa a conhecer melhor todos os trabalhadores, podendo direcionar melhor o relacionamento entre funcionários e empresa.

Isso aumenta a sensação de bem-estar entre o time, favorece o clima organizacional e a motivação. Como consequência, melhora os resultados.

Produtividade

Motivação e capacidade de produzir andam lado a lado. Por isso, um RH precisa saber que é possível incentivar a produtividade a partir do perfil comportamental dos funcionários.

A ideia passa por pontos que já apresentamos e que têm a ver com descobrir como cada trabalhador pode contribuir mais e melhor para a empresa.

Planejamento e integração 

Como já dito, o mapeamento comportamental permite que o RH monte equipes mais fortes.

Os conhecimentos sobre o perfil de cada um faz com que seja mais fácil planejar as equipes considerando a proposta de combinar competências.

Outro fator que pode ser considerado são os valores e os perfis comuns com o objetivo de favorecer a integração e o trabalho em equipe.

Autoconhecimento e autoavaliação

Por último, mas não menos importante, os testes para o mapeamento de perfil comportamental são ótimas ferramentas de autoavaliação.

Por meio deles, os profissionais podem se conhecer melhor, ter mais clareza quanto à sua personalidade e como ela influencia no dia a dia de trabalho.

Assim, podem começar a entender melhor suas próprias competências, forças e fraquezas e saber como usá-las ou o que aprimorar.

Ferramentas, práticas e dicas

Ferramentas, práticas e dicas

Para além de toda teoria, um RH vai aprender a lidar com o mapeamento comportamental quando começar a adotá-lo.

Naturalmente, ajustes serão feitos até que o setor entenda como melhor empregar essa abordagem com base em seus objetivos.

Para tentar ajudar um pouco mais, separamos algumas ferramentas, práticas e dicas para você. Acompanhe!

DISC e Profiler

Entre as ferramentas para o mapeamento comportamental, destacamos a metodologia DISC, já indicada, e o Profiler.

O Profiler é uma ferramenta baseada na metodologia DISC que tem 97% de precisão na identificação de perfis.

Em cerca de cinco minutos, entrega uma avaliação de perfil comportamental com mais de 50 informações com índices situacionais, pontos fortes e fracos de cada funcionário ou candidato.

Perfil ideal

Seja para preencher uma vaga ou para realocar um funcionário, antes de fazer o mapeamento ou recorrer a ele, o RH pode traçar um perfil ideal.

Para tanto, o RH deve fazer uma lista das habilidades técnicas e não técnicas que um trabalhador precisa ter para atender às expectativas da empresa.

Isso pode ser feito considerando, inclusive, as melhores contratações anteriormente feitas. Competências e postura devem ser levadas em conta.

Com base nesse perfil ideal, o RH pode fazer comparativos e buscar aqueles que melhor se encaixam à vaga em aberto.

Gestão de pessoas

Para finalizar, uma dica: o RH deve se lembrar que o comportamento de um funcionário pode ser influenciado pelo clima e pela cultura organizacional.

Pode ser que um profissional tenha um perfil mais executor, mas não esteja agindo de forma condizente no dia a dia.

Com isso, é importante analisar se há fatores inibindo um comportamento que pode ser positivo. 

Entender se há algo a ser feito para melhorar o ambiente e, então, ver um perfil se destacar da forma esperada é a melhor saída nesse caso.

Conclusão

O mapeamento de perfil comportamental é um recurso poderoso que o RH tem em suas mãos para tornar a gestão de pessoas mais humana e certeira.

Conhecer bem os profissionais traz vantagens para a empresa do processo seletivo à redução do turnover. Para tanto, porém, é preciso fazer um mapeamento adequado.

Esperamos que, com o post, você tenha a base de conhecimentos necessária para começar a aplicar o mapeamento comportamental em sua empresa.

E se você gostou, aproveite para conhecer as melhores técnicas para melhorar a gestão de pessoas nas organizações!

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