Analista Comportamental: Entenda o Seu Papel no RH

O analista comportamental é responsável por compreender o perfil dos colaboradores, auxiliando a gestão a tomar decisões como contratações, mudanças de cargos, formação de times e muito mais.

Você já parou para pensar sobre como é importante conhecer os seus colaboradores? Esse é o papel do analista comportamental!

Não nos referimos somente às habilidades técnicas, mas também ao perfil comportamental dos funcionários.

Além de evitar contratações impróprias, esse tipo de análise permite ter insights interessantes sobre a composição de equipes e fomenta uma maior produtividade.

Não é à toa que o analista comportamental está ganhando cada vez mais espaço dentro das empresas!

Neste artigo, discutiremos por que esse profissional é tão importante e como ele pode ajudar o setor de RH.

Navegue pelos tópicos abaixo e tenha uma ótima leitura!

O que é análise comportamental

O que é análise comportamental

A análise comportamental atua como uma espécie de análise SWOT de cada colaborador. 

Trata-se de uma metodologia que mapeia uma série de características, classificadas como qualidades e defeitos, pontos fortes e fracos etc.

Pode parecer um simples exercício de múltiplas opções, contudo, é uma análise muito mais profunda do que somente preencher os quadrados da análise SWOT. 

As influências externas e internas também devem ser levadas em consideração. Entenda um pouco mais sobre o que são essas influências:

  • influências externas: são todos os fatores que circundam o indivíduo, como religião, amigos, grupos aos quais pertence etc.;
  • influências internas: são aquelas que fazem parte da personalidade do indivíduo, como temperamento, modo de perceber situações, relacionar-se com o mundo etc.

Por meio da soma desses e de diversos outros atributos é possível traçar um perfil bastante acurado de comportamento.

Ultimamente, o produto dessa análise é utilizado para orientar competências com base nos objetivos organizacionais. 

Estes, em geral, estão ligados ao aumento da produtividade, melhor seleção de candidatos e melhoria do clima organizacional.

Não é difícil entender por que o analista comportamental está ganhando cada vez mais espaço e ajudando o setor de RH em diversas tarefas.

Talvez você se pergunte o porquê de isso ser importante. Sabia que cerca de 90% das demissões acontecem por desvios de comportamento? Ou seja, o colaborador assume uma postura que não condiz com os valores da empresa.

Tendo esse número em mente, vamos conhecer as origens desse ramo de estudo e entender os impactos positivos que ele gera para as organizações.

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Como surgiu a análise comportamental

Neste tópico, traremos informações a respeito da história da análise comportamental. Caso esteja interessado em um conhecimento mais prático, fique à vontade para ir direto à próxima seção do texto.

Essa ciência foi criada e desenvolvida pelo psicólogo americano B. F. Skinner e objetiva estudar o comportamento humano ao observar suas interações com o ambiente.

Datada do início do século XX, o Behaviorismo, como também é conhecida essa ciência, analisa o indivíduo de três pontos de vista:

  • teórico (confabulatório);
  • empírico (observação);
  • experimental (intervencionista).

A partir do aprendizado gerado por essas três formas de análise é possível elaborar hipóteses e desenvolver ações que visam a mudança de determinado comportamento.

Com o passar dos anos, essa ciência foi se disseminando até chegar ao Brasil através de outros estudiosos do comportamento.

Hoje, existem diversas vertentes, incluindo algumas mais praticamente aplicadas no ambiente corporativo, e é sobre esse tipo que falaremos hoje.

O que faz um analista comportamental

O analista de perfil comportamental é responsável por aplicar os testes e, posteriormente, interpretar os seus resultados. 

A partir daí é possível gerar conclusões que ajudam a equipe de RH a tomar as decisões certas.

Esse profissional é capaz de utilizar as análises produzidas através de ferramentas padronizadas (falaremos mais sobre elas à frente) e formular intervenções.

Essas intervenções podem ser aplicadas em diversas esferas da empresa, podendo, inclusive, ser peça fundamental no recrutamento de novos talentos para os setores. 

Os analistas comportamentais são capazes de ir além das aptidões técnicas e identificar aqueles que têm o perfil mais adequado.

Outra atuação importante está em auxiliar a gestão de pessoas, alocando indivíduos nos locais mais apropriados para eles.

Mas, além dessa atuação, o analista comportamental também ajuda os próprios colaboradores a se conhecerem melhor

Através desse processo de análise, é possível identificar qualidades e pontos que precisam ser trabalhados, e isso é bastante valioso para uma empresa que deseja fortalecer seu vínculo com os colaboradores.

Por exemplo, essa análise pode ser a fonte de insights para novos treinamentos internos.

Por que contar com um analista do comportamento na empresa

Por que contar com um analista do comportamento na empresa

Para se destacar e conquistar espaço em um mercado que só fica mais competitivo, é importante estar aberto às práticas de gestão mais atuais e à diversidade.

Mas existem muitos outros motivos para contar com uma analista do comportamento em sua empresa. Abaixo você encontra alguns deles!

Cria uma equipe coesa

Juntar pessoas completamente diferentes em um mesmo time pode ser a receita para o caos. É nesse cenário que entra o analista de comportamento e suas competências.

Compreender o perfil dos colaboradores nunca foi tão importante para criar equipes ressonantes. Isso não implica dizer que essa equipe pensa igual, mas que os seus perfis são predispostos a trabalhar juntos.

A gestão de pessoas voltada para o comportamento é a chave para criar equipes de sucesso, além de atrair outros benefícios, como:

  • melhoria do clima organizacional;
  • alinhamento entre cultura organizacional e gestão;
  • redução do turnover;
  • economia de recursos etc.

Identifica indivíduos com o perfil certo para a empresa

Um indivíduo vai muito além das suas habilidades técnicas. Afinal de contas, um bom currículo não quer dizer, necessariamente, que aquele profissional sabe trabalhar em equipe.

Nesse sentido, contar com um analista comportamental no recrutamento, junto à equipe de RH, fará toda a diferença para compreender como o entrevistado poderá compor um time coeso.

Diminui as demissões por má conduta

Essa é uma consequência intimamente ligada ao benefício anterior, já que contar com pessoas com o perfil comportamental desejado diminui a chance de má conduta. E essa é uma das principais causas de demissão.

Dessa forma, a rotatividade — taxa de turnover — diminui, e os gastos com processo de recrutamento e treinamento também.

Isso é resultado de uma equipe muito mais satisfeita e harmoniosa, uma vez que o perfil dessas é um bom match.

Possibilita o desenvolvimento profissional

Vamos supor que, entre os colaboradores, foi identificado um perfil para gestor de projetos ou mesmo para liderança. Por que não estimular o desenvolvimento desse profissional?

Um dos principais motivos para conhecer a fundo o perfil dos colaboradores é identificar talentos além das habilidades técnicas

A partir daí, é possível atribuir as funções ou mesmo realocar esse profissional, permitindo que as suas novas funções o ajudem a se desenvolver profissionalmente de acordo com seu perfil.

Ajuda na gestão de conflitos

Há vantagens reais para o RH quando se conhece o perfil de cada indivíduo no momento de lidar com os conflitos.

Esse conhecimento permite que esses profissionais estudem a melhor abordagem para cada indivíduo. 

Isso porque cada um tem uma resposta particular a situações de estresse, críticas, opiniões divergentes, insubordinação etc.

Sendo assim, a mediação de conflitos pode ser facilitada — e muito — por meio do behaviorismo.

Aumenta a motivação e a produtividade

Quem não gosta de ter tratamento personalizado? Uma empresa que estuda a melhor forma de lidar com as particularidades de cada colaborador, certamente, demonstra que o valoriza.

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Ademais, a possibilidade de autoconhecimento e aperfeiçoamento de suas aptidões também tem um papel fundamental na motivação dos funcionários.

Por conseguinte, esses indivíduos se sentem mais valorizados e, logo, criam uma relação mais forte com a empresa e tornam-se mais produtivos, fortalecendo também o employer branding.

Quando esse profissional é importante para a organização

Quando esse profissional é importante para a organização

Para determinar se a sua empresa precisa de um analista de comportamento, é importante avaliar algumas questões:

  • como está o clima organizacional da sua empresa?
  • A taxa de turnover está alta?
  • Os colaboradores estão motivados?
  • As equipes estão produtivas?
  • Os últimos recrutamentos foram eficientes ao selecionar os novos colaboradores?

Se uma ou mais respostas para essas perguntas revelam um cenário negativo para a sua empresa, então é um excelente motivo para contar com um analista comportamental.

Por meio do mapeamento dos perfis dos colaboradores, esses e outros problemas podem ser solucionados. 

Sendo assim, é importante ter em mente que esse profissional é responsável por realizar a gestão de pessoas com base em seu perfil

Dessa forma, essa abordagem pode oferecer insights valiosos para a tomada de decisão sobre a melhor forma de manejar o time.

O papel da análise no setor de RH

Foi-se o tempo em que o setor de RH tinha a função única de gerir crises e recrutar novos colaboradores.

Atualmente, o RH é um departamento estratégico das empresas, servindo de ponte entre os interesses dos funcionários e os da empresa, proporcionando um crescimento mútuo.

Nesse sentido, compreender a fundo como cada indivíduo se comporta é um excelente ponto de partida para traçar estratégias de comunicação para bonificações, promoções, aumento de salário, feedback e até mesmo demissões.

Mas suas atribuições não param na comunicação. O analista comportamental no RH também provê insights valiosos para que a gestão seja capaz de tomar decisões eficazes, colocando as pessoas certas nos lugares certos, por exemplo.

Essa é uma tendência que está se popularizando cada vez mais e vai se tornar um fator importante para tornar as empresas cada vez mais competitivas.

Quem pode ser considerado um analista do comportamento

Agora vamos falar um pouco sobre o analista comportamental em si. Esse profissional recebe uma educação específica para carregar esse título.

Sendo assim, é necessário ter sido exposto a conteúdos relacionados a ciência do comportamento durante a graduação, pós-graduação ou em um curso de especialização.

Os profissionais que podem atuar como analistas normalmente tem formação voltada ao estudo da conduta do indivíduo. Isso normalmente inclui:

  • psicólogo;
  • filósofo;
  • bacharel em ciências sociais;
  • administrador (com ênfase em RH);
  • coach.

Quando não se quer contratar um profissional especializado, uma alternativa é contar com uma consultoria na área de gestão de pessoas.

Quais são as principais ferramentas utilizadas na análise comportamental

Quais são as principais ferramentas utilizadas na análise comportamental

Existem diversas ferramentas que o setor de RH e o analista comportamental podem utilizar a fim de compreender o perfil do indivíduo. 

Através desses testes, busca-se avaliar questões como:

  • motivações e valores;
  • tendências de comportamento;
  • flexibilidade em situações adversas;
  • capacidade de comunicação;
  • se é introvertido ou extrovertido etc.

Listamos as principais metodologias abaixo. Continue conosco e veja qual pode ser a melhor para a sua empresa.

Metodologia DISC

A DISC trata-se de um acrônimo em inglês que significa Dominance, Influence, Steadiness e Conscientiousness. 

Metodologia DISC

O analista comportamental DISC deve compreender o seguinte:

  • domínio: traz as principais características do indivíduo, oferecendo uma visão sobre como ele lida com dificuldades;
  • influência: relata como ele se relaciona com outros e sua influência sobre os demais;
  • estabilidade: mostra como a pessoa lida e enfrenta as mudanças ao seu redor;
  • conformidade: mostra como o indivíduo lida com hierarquia e regras.

STAR

Essa metodologia também é um acrônimo que significa Situação, Tarefa, Ação e Resultado.

Esse teste leva em consideração que nada melhor para traçar um perfil do que as próprias escolhas de conduta do indivíduo e é bastante utilizado em entrevistas de emprego.

STAR

Dessa forma, o analista, antes de realizar a pergunta, deve informar a metodologia ao entrevistado que segue a seguinte lógica.

  1. Situação: o entrevistado deve descrever a situação perguntada pelo analista;
  2. Tarefa: então, deve descrever suas responsabilidades na situação em questão
  3. Ação: relatar as atitudes tomadas a fim de resolver o conflito;
  4. Resultado: finaliza a história apresentado dados reais.

Dominância cerebral

Esse teste trata-se de um questionário com 120 perguntas desenvolvida pelo pesquisador Ned Herrmann.

Através das respostas dessas perguntas, ele é capaz de determinar qual dos quatro perfis de comportamento o candidato se enquadra — executor, comunicador, planejador e analista. 

Vamos dedicar um tópico apenas para explicar cada um desses perfis, basta seguir com a leitura.

Eneagrama

O eneagrama é um teste de personalidade que busca avaliar como a pessoa pensa, sente e age.

Nessa metodologia existem nove perfis e, através de uma estrela de nove pontas, é possível descobrir quais são os perfis que melhor se relacionam entre si.

As nove personalidades são:

  1. pacifista;
  2. confrontador;
  3. perfeccionista;
  4. sonhador;
  5. prestativo;
  6. bem-sucedido;
  7. individualista;
  8. observador;
  9. questionador.

Hogan

O psicólogo Robert Hogan criou o método que carrega o seu nome na década de 80 e é capaz de fazer uma profunda análise comportamental do indivíduo com foco no âmbito corporativo.

Devido à sua especificidade, é um dos testes mais utilizados nas empresas para seleções, mudança de função, avaliação de funcionários etc.

IAC

IAC significa Inventário de Aderência Cultural. Nele, são utilizadas 84 perguntas para determinar onde o indivíduo melhor se enquadra.

Para isso, a metodologia assume que a empresa pode se enquadrar em seis cenários:

  • orientação para processos x orientação para resultados;
  • orientação para empregado x orientação para trabalho;
  • cultura paroquial x cultura profissional;
  • sistema aberto x sistema fechado;
  • controle fraco x controle rígido;
  • cultura normativa x cultura pragmática.

Quantum

O método Quantum é um pouco diferente dos demais. Em vez de enquadrar os indivíduos em perfis predefinidos, os resultados desse teste geram gráficos que revelam o perfil comportamental do indivíduo.

Dessa forma, o analista tem uma maior flexibilidade ao estudar os dados e gerar insights.

Quais são os 4 perfis comportamentais

Quais são os 4 perfis comportamentais

Por fim, revelaremos os quatro principais perfis comportamentais utilizados pelos analistas.

O executor

Esse é um perfil obstinado e persistente, orientado a resultados e visa sempre cumprir seus objetivos.

O executor é o perfil ideal quando se trata de atacar objetivos desafiadores, assumindo riscos e traçando planos para toda a equipe.

Os pontos negativos desse perfil são impaciência, autoritarismo e individualismo.

O comunicador

O comunicador, como seu título já revela, tem ótima oratória e tende a comunicar-se de maneira direta e efetiva.

Profissionais com esse perfil são capazes de cultivar bons relacionamentos interpessoais devido à sua empatia e contribuem para um clima organizacional mais leve. 

Suas características tendem a fazê-lo prolixo, o que pode ser um problema no trabalho.

O planejador

Esse perfil gosta de estar preparado para qualquer situação e surpresas costumam incomodá-lo.

Tendem a ser mais conservadores e respeitar bastante a rotina do trabalho, sendo um perfil bastante estável. Contudo, essa estabilidade faz com que inovar e trabalhar sob pressão seja um problema.

O analista

O analista coloca qualidade acima de qualquer coisa. Normalmente, esse perfil se dá bem em áreas técnicas e com pouco espaço para erros.

Essa exigência pelo alto padrão é também o seu defeito, fazendo com que invista mais tempo que o necessário em tarefas corriqueiras.

Vimos, ao longo da leitura, como o analista comportamental pode ajudar no RH da sua empresa.

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