O Que É Autoconhecimento? Confira as Vantagens para Sua Equipe

De acordo com a psicologia, autoconhecimento corresponde ao conhecimento de um indivíduo sobre si mesmo. Essa autoconsciência faz com que a pessoa tenha mais controle sobre suas emoções e atitudes, facilitando suas relações interpessoais, sejam elas na vida privada ou no trabalho.

Tempo de Leitura: 21 minutos

Última atualização em 12 de outubro de 2021

Investir no autoconhecimento é algo imprescindível, tanto no âmbito profissional quanto no pessoal. 

Ele consiste em saber lidar com suas qualidades e fraquezas de uma forma profunda, a fim de realizar um diagnóstico qualificado do que melhorar e como aproveitar seus pontos fortes.

Profissionais, principalmente em cargos de liderança, devem priorizar o autoconhecimento para se aperfeiçoar e auxiliar no desenvolvimento da sua equipe. Essa busca de aprendizado pessoal só traz vantagens. 

Continue a leitura e entenda o que é autoconhecimento, qual a sua importância e como o RH pode promover ações para desenvolver o autoconhecimento da equipe. Confira!

O que é autoconhecimento?

O que é autoconhecimento

Essa não é uma tarefa que pode ser feita do dia para a noite. Ela exige uma autocrítica profunda e embasada, para não apenas mascarar um defeito, mas sim, consertá-lo para um bem comum.

Se conhecer melhor é um grande passo para a pessoa evoluir e até mesmo desenvolver a inteligência emocional de outras que estiverem precisando de ajuda. 

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Ou seja, é uma corrente que auxiliará todos a atuarem de forma pontual em situações problemáticas, ajudando a encontrar soluções de forma mais rápida e racional. 

Autoconhecimento é o indivíduo conhecer seus valores, entender sua missão e transformar tudo isso no caminho que levará na vida.

A jornada para o autoconhecimento começa cedo, sem que haja necessidade de ensinamentos. 

Porém, prosseguir nessa caminhada sem desconfigurar a essência é o desejo de todo ser humano. 

Na verdade, alcançar o cerne da própria individualidade para ajustar os mecanismos do eu desconhecido e ainda descobrir como alcançar o equilíbrio em todos os relacionamentos a partir desta viagem é de fato encontrar o autoconhecimento.

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Qual é a importância do autoconhecimento?

As pessoas só têm a ganhar quando investem um pouco do seu tempo em autoconhecimento.

Se por um lado o caminho nessa área é longo e sinuoso, é satisfatório saber que é possível trabalhar o consciente e o inconsciente a fim de usar as vantagens em se conhecer de forma íntima e equilibrada. 

Iniciar-se no autoconhecimento é questionar-se sempre sobre o que lhe faz bem, o que lhe faz feliz, o que motiva a concluir as ações até o fim, a seguir com um trabalho ou mesmo em um relacionamento, quais são os seus desejos etc.

Portanto, indagar o que precisa para ter os resultados significativos em tudo que faz, está aliado ao processo. 

Perceber essas pequenas coisas evita que influências externas o afetem tanto, pois a capacidade de tomar decisões mais conscientes é ampliada.

Desenvolver a inteligência emocional

Uma das principais vantagens da evolução pessoal é saber lidar melhor com seus sentimentos. 

Quando você se conhece bem, sabe o que pode ativar certas emoções ou comportamentos — desejáveis ou não.

Com uma visão mais clara, é possível agir de forma mais efetiva, inclusive para controlar emoções e comportamentos. 

Portanto, o autoconhecimento pode favorecer o desenvolvimento e a consolidação da inteligência emocional.

Os 5 domínios da inteligência emocional

Compreender melhor tais condições facilita os relacionamentos interpessoais e o desenvolvimento profissional

Expor e aplicar essas atitudes são fundamentais para que quem esteja coordenando também desenvolva sua inteligência emocional. Esse conceito tem a ver com o sentimento de empatia com outros indivíduos.

Alcançar a resiliência

A resiliência está associada à capacidade de reencontrar-se com os próprios erros e identificar os acertos sem se deixar afetar negativamente com as dificuldades vividas. 

Um ser humano com o autoconhecimento aflorado consegue resolver situações — sejam elas problemáticas ou não — de uma forma que não afetará negativamente seu psicológico. 

As decisões vêm de uma forma racional e assertiva, geralmente proporcionando benefícios para todos os envolvidos e facilitando a gestão de conflitos.

Saber para onde e como seguir

Praticando o autoconhecimento, fica fácil para a pessoa saber com clareza quais são seus propósitos e objetivos de vida

Ela consegue visualizar o que a aguarda pela frente e definir o que fazer ou não, de acordo com seus valores e crenças bem estabelecidos. 

Diante de indecisões, a prática de racionalizar a situação se converterá em decisões, evitando assim arrependimentos ou, até mesmo, desvios de conduta. 

Nesse caso, há uma junção de conhecimentos prévios, observação quanto aos sentimentos envolvidos e das pessoas impactadas pelas escolhas para a tomada de decisão consciente.

O que é o autoconhecimento profissional?

O que é autoconhecimento profissional

O autoconhecimento profissional não está dissociado do pessoal, que muitas vezes se confunde. 

Inclusive, quando o lado pessoal passa por turbulências, certamente haverá impacto no profissional.

O que ocorre é que, quando se sabe a fundo sobre as qualidades e defeitos no lado pessoal, o profissional também conhecerá até que ponto vão as limitações e facilidades nas habilidades técnicas e competências exigidas em determinada área e ocupação. 

O equilíbrio nas atitudes do ser humano reflete, necessariamente, em seu lado profissional. 

Logo, aprimorar as habilidades técnicas é uma forma de melhorar a produtividade e os processos internos da empresa, fazendo com que os superiores olhem de forma diferenciada para quem as executou. 

Um exemplo negativo são pessoas que se irritam com facilidade. Imagine esse tipo de situação no ambiente de trabalho? 

Certamente a equipe estará vivendo sob sentimentos de medo e desconforto. E, consequentemente, presenciando uma rotatividade maior e uma produtividade menor. 

Nesse caso, as atitudes pessoais são transferidas para o ambiente corporativo. Assim, percebemos que desenvolver o autoconhecimento pessoal de fato impacta o lado profissional.

É por meio desse processo que você poderá criar relações melhores ou trabalhar o networking com mais efetividade, por exemplo. 

Também poderá definir um plano de carreira com mais consciência, o que pode ajudá-lo a percorrer o caminho com mais clareza.

Ao pensar na importância do autoconhecimento profissional, portanto, fica claro que ele é um dos segredos para o sucesso.

E o setor mais adequado para ajudar no desenvolvimento dessa competência é, sem dúvidas, o RH.

Qual o papel do RH no autoconhecimento do talento?

Uma empresa não é composta por equipamentos, mas de capital humano que precisa se acertar na engrenagem de relacionamentos. 

Com isso, o autoconhecimento é fundamental para o sucesso do produto que é oferecido no mercado. 

O profissional de Recursos Humanos tem um papel fundamental no desenvolvimento dessa soft skill nos funcionários da empresa. 

O investimento em programas e treinamentos sobre saúde mental, por exemplo, evita o que hoje em dia é um grande problema nas empresas: o esgotamento mental do funcionário, que resulta em demissão, decadência de produtividade e até mesmo doenças.

Temos um conteúdo completo sobre os impactos da sobrecarga de trabalho e como a empresa pode solucionar esse problema. Não deixe de conferir! 

Ao promover programas voltados para os cuidados com a saúde física, como a prevenção de câncer, alimentação saudável e práticas de exercícios, a empresa visa ter em seu quadro de pessoal indivíduos com uma melhor qualidade de vida. 

Prevenir comorbidades como sedentarismo, que afeta diretamente a saúde mental, reverte em aumento da produtividade e disposição. Essa é uma maneira de auxiliar no autoconhecimento daqueles que fazem parte do grupo.

Quais ações o RH pode colocar em prática?

Autoconhecimento e RH

Um olhar mais humano e menos maquinal pela equipe de gestão de pessoal é algo que pode fazer a diferença na vida dos trabalhadores. 

Principalmente em tempo de home office, em que as preocupações do dia a dia podem se misturar com os conflitos de trabalho. 

Quando a equipe trabalha com ferramentas para o desenvolvimento profissional, o autoconhecimento estará presente entre elas. 

Tais estratégias vão possibilitar que pessoas subam de cargo em suas carreiras ou até mesmo façam uma transição, mas também que a empresa esteja mais qualificada.

A área de recursos humanos pode realizar também oficinas e treinamentos para o desenvolvimento da inteligência emocional e outras habilidades para o crescimento interior como também identificar novas habilidades a serem desempenhadas pelos colaboradores, o famoso reskilling.

O RH deve atuar alertando colaboradores que desejam subir de cargo para desenvolver o que é necessário a fim de atingir tal posição. 

Além disso, orientações, feedbacks e direcionamentos são fundamentais para que os resultados sejam alcançados. 

O conhecimento tanto para a melhoria da saúde física e mental quanto para a evolução transforma o empregado. 

Ele possivelmente estará mais feliz, com mais brilho nos olhos e ânimo para vencer os desafios impostos para sua função, querendo chegar ao topo. Com um colaborador alegre, quem ganha é a empresa. 

Como desenvolver o autoconhecimento?

Como já observado até aqui, há um longo caminho para se conquistar essa habilidade pessoal. A seguir, sugerimos algumas ações que podem contribuir para isso.

1. Perguntas de si para si

O processo do autoconhecimento começa com uma série de perguntas para si mesmo. Elas têm como objetivo auxiliar e dar um norte ao que é necessário melhorar.

Alguns exemplos:

  • quais são as habilidades em que me destaco?
  • Eu confio em mim mesmo para desempenhar tarefas que saiam da rotina?
  • O que sinto sobre a minha família?
  • O que me faz relaxar?
  • Como as pessoas me veem?
  • O que me move e me faz feliz?
  • O que me deixa ansioso ou estressado?
  • O que é sucesso para mim?
  • O que sinto a respeito da profissão que escolhi?
  • O que realmente gosto de fazer?
  • O que eu diria para o meu eu de dez anos atrás?
  • Como me vejo daqui a cicnco anos?
  • Quais os meus objetivos a curto e longo prazo?

Após responder às perguntas acima, faça uma reflexão a respeito das respostas que encontrou. Pense se era realmente o que esperava ou se estão além do que achava saber sobre si mesmo.

2. Reconheça seus pontos fortes e fracos

Nesse momento, a honestidade é um requisito primordial. Liste suas qualidades e fraquezas. 

Identificar tais características é o primeiro passo é reconhecer onde se deve melhorar, para o seu bem e o dos outros.

Porém, esse processo exige cuidado com dois extremos: a autopunição severa ou a condescendência. O primeiro acontece quando você vê muito mais defeitos que qualidade ou mesmo o exagera.

É o caso de alguém que se enxerga como desorganizado, mas que, no final, termina se rotulando como irresponsável. 

Ser duro demais consigo não ajuda no processo de reconhecimento das características individuais, então é preciso evitar a situação.

Por outro lado, a condescendência em excesso também é prejudicial. Se você reconhece pontos fracos, mas está sempre em busca de desculpas para não assumir as devidas responsabilidades, o processo será prejudicado.

Portanto, é necessário agir com equilíbrio e com sinceridade, sem exagerar pontos positivos ou negativos. 

Fazer um diagnóstico claro é o que o ajudará a saber o que trabalhar e o que o destaca dos demais, por exemplo.

3. Tenha personalidade 

Uma etapa importante entre as fases do autoconhecimento é a de saber dizer “não” ao reconhecer suas limitações e estar próximo dos seus valores e visão de mundo.

A pessoa que nunca questiona ou se posiciona acaba sendo vista como alguém influenciável e indecisa. Logo, se for um líder, acaba não sendo respeitado como deveria. 

Aprender a dizer “não” é uma missão na vida de qualquer pessoa, pois não se deve querer agradar a todos, muitas vezes passando por cima do que se acredita, apenas para não desapontar alguém.

Lembre-se: é melhor compartilhar responsabilidades do que centralizá-las. Isso acaba desgastando e gerando expectativas inatingíveis em outras pessoas. 

Se você não cumprir — o que geralmente acontece quando alguém aceita tudo o que lhe oferece ou impõe —  acaba gerando um sentimento de desdém e falta de credibilidade naquela pessoa. 

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4. Saiba ouvir 

Nenhum feedback é feito somente de elogios. Na jornada de autoconhecimento, será praticamente impossível não se magoar em algum momento por conta de que foi dito a seu respeito.

Tenha ciência de que será preciso escutar coisas que você não gostaria. Tentar diminuir a magnitude de um ponto fraco é uma prática que deve ser deixada para trás.

Ao ouvir um feedback, seja de funcionários, RH ou até mesmo de pessoas do seu convívio, fica mais fácil ver como aquele seu defeito impacta nos seus relacionamentos. 

É preciso ter maturidade para ouvir e corrigir, tendo resiliência e não levando para o lado pessoal.

A cada pessoa falando algo a seu favor ou contra você é um degrau a mais no desenvolvimento do autoconhecimento. 

Leve tudo em consideração, refletindo sobre os motivos pelos quais a pessoa falou aquilo. Afinal, se ela mencionou, é porque a incomoda de alguma forma.

5. Abra sua mente

Alguns posicionamentos na nossa vida acabam mudando conforme envelhecemos ou temos novas experiências. 

Ser aberto a mudanças e se adaptar a elas é uma forma de manter a saúde mental em dia.

Muitas vezes, uma decisão profissional precisa ser tomada e, para isso, é necessário mudar sua postura. Obviamente, é essencial não fazer coisas que ferem seus valores. 

Saiba definir “resistência” de “preconceito”. Desconstruir velhos conceitos é uma ótima maneira de definir uma visão e ainda abrir portas para melhorias. 

Um bom modelo disso é de profissionais mais velhos que são resistentes a respeito de novas tecnologias. 

A partir do momento em que descobrem que um novo processo acaba otimizando aquele tradicional, insistem em não querer mudar ou arranjam defeitos para a inovação feita.

A emissão de ordens de serviço, por exemplo, já pode ser feita digitalmente. Essa é uma funcionalidade que otimiza a rotina de trabalho e garante a seguranças das informações. No fim, todos saem ganhando.

É preciso entender que a vida fica mais fácil e ágil quando novos recursos permitem aumentar a produtividade e, principalmente, que mudanças fazem as pessoas saírem da zona de conforto. 

6. Faça o autocuidado

Ajudar os outros é um gesto altruísta, porém, muitas pessoas acabam esquecendo de si mesmas. Tire um tempo para você, aproveite-o para lazer, saúde e bem-estar.

A vida não é somente produzir. Você não deve ficar 24 horas por dia, incluindo os finais de semana, trabalhando ou estudando para melhorar habilidades técnicas. 

Em algum momento, o cérebro não absorverá mais nada e o que resta é o cansaço mental e a falta de motivação

Descansar a mente para deixá-la a todo vapor no momento de produzir profissionalmente é o segredo para não acabar acumulando coisas ruins e se desgastar. Afinal, ser um workaholic há muito tempo deixou de ser um elogio. 

O autocuidado vai muito além de tirar um tempo para cuidar da pele, por exemplo. Essa questão envolve hábitos muito mais profundos e importantes, como:

  • saber dizer “não” quando necessário;
  • reconhecer seu valor;
  • não se deixar diminuir;
  • tirar um tempo para si e assim por diante.

Como cada pessoa é diferente, só você poderá definir o que realmente serve como cuidado não apenas para a parte física, mas para o aspecto psicológico e emocional.

7. Não tenha vergonha de pedir ajuda

Apesar de ser muito necessário, o processo de autoconhecimento não é fácil. São muitas as etapas necessárias e é frequente que não se saiba por onde começar para ter bons resultados.

Nesse caso, faz sentido buscar um profissional e pedir ajuda para tornar essa jornada mais tranquila e efetiva

É possível, por exemplo, pedir ajuda para psicólogos clínicos, terapeutas, psicólogos organizacionais ou mentores de carreira, por exemplo.

No caso específico do autoconhecimento profissional, contar com o apoio adequado pode fazer toda a diferença. 

Especialistas em carreiras ajudam no direcionamento da jornada profissional mais precisamente e podem contribuir muito quando há um desejo específico.

Também é uma forma de identificar quais são as suas necessidades e onde estão seus interesses principais quando o assunto envolve a carreira.

Portanto, não tenha medo de pedir ajuda. O autoconhecimento exige olhar para dentro e seguir uma jornada de descoberta e aprendizado

Porém, não significa que deva ser feito por conta própria e sem apoio — pelo contrário. Com ajuda, tudo pode ficar mais fácil.

8. Trabalhe a inteligência emocional

Saber quais são os pilares da inteligência emocional ajuda a tomar decisões efetivas e sábias. 

Isso dá ao interlocutor a oportunidade de perceber quando deixa de ter ações construtivas e saudáveis para o relacionamento, seja profissional ou interpessoal.

Esse conceito possui alguns pilares que ajudam a evitar atitudes impulsivas que podem colocar a perder um trabalho ou um relacionamento. 

O primeiro é conhecer as próprias emoções. Qualquer pessoa que já tenha avançado na autocrítica é capaz de se autoanalisar e dizer se tem um temperamento explosivo, calmo, tímido, inquieto e como reagirá diante de determinadas situações inesperadas. 

Porém, nenhuma pessoa é igual a outra, e reações distintas podem acontecer diante do mesmo fato. A diferença entre os seres humanos é intrínseca à inteligência emocional

9. Explore o autocontrole

Se o estímulo for positivo, certamente a tendência é reconhecer que há um controle das emoções, e esse é exatamente o segundo pilar. Ninguém está isento de viver momentos de dificuldades quando se é exigido controle. 

Seja no trabalho, seja na vida pessoal, no dia a dia, os seres humanos passam por “perrengues”. 

Saber resolver as situações críticas sem perder o foco é um sinal claro de que as adversidades serão resolvidas sem danos ou que esses serão minimizados com a capacidade de reagir diante do imprevisto, do inesperado.

Manter a tranquilidade diante de situações tensas demonstra estar apoiado no segundo pilar do autoconhecimento e que a inteligência emocional atua sem muitos esforços. 

Ao falar de inteligência emocional não é possível deixar de registrar a importância da empatia entre os seres humanos. 

Quando alguém reconhece a dificuldade que outra pessoa se encontra e faz o que é esperado naquela situação, é visto como um ser humano empático, capaz de se colocar no lugar do outro. 

10. Pratique a automotivação

Na vida, todos caminham sem manual, mas guiados por preceitos que são acumulados durante o seu crescimento. 

Porém, quando o ser humano vislumbra um ponto de chegada, um objetivo, um desejo, a concretização de um sonho idealizado em algum momento, isso se chama motivação e leva a pensar em como agirá para a realização dele.

Baseado nesse intuito de chegar a algum ponto da jornada, do outro lado da existência, muitos buscam o autoconhecimento e trabalham a inteligência emocional e aí se deparam, sem muito esforço, com o quarto pilar: a automotivação. 

Nem sempre o desejo de seguir em frente, de conseguir concluir um ciclo, é somente por um desejo interior, mas pode estar vinculado a concretizar um trabalho de alguém que faz a mesma busca. 

Saber onde se quer chegar é o princípio de tudo. Depois, é preciso aprimorar as habilidades que podem estar impedindo alguém de chegar nesse objetivo. 

11. Esteja em constante evolução

Ao contrário do que muitas pessoas acham, o autoconhecimento não é uma jornada definitiva, que acontece uma vez e que traz todas as respostas. Na verdade, é exatamente o oposto, pois se trata de um processo contínuo.

Portanto, é fundamental que você se mantenha em constante evolução, em busca de mais respostas e de outras perguntas sobre você, seus interesses e aspectos individuais. A intenção é saber, a cada dia que passa, um pouco mais sobre si e seus caminhos.

Incorporar essa prática como um hábito da rotina também é importante para acompanhar a evolução e as mudanças naturais que ocorrem na vida. 

Com o autoconhecimento contínuo, as respostas permanecerão relevantes para quem você é e vem se tornando.

Assim, é possível se reconhecer a cada dia, em vez de se limitar por uma imagem de si que foi encontrada há algum tempo e que pode não fazer tanto sentido.

12. Trilhe o seu próprio caminho

Todas essas dicas podem ajudá-lo a se conhecer melhor, mas a verdade é que isso depende de muitos fatores que variam de pessoa para pessoa. Então, acima de tudo, é necessário buscar formas criar e seguir a sua própria rota.

Pode ser que viver novas experiências seja mais útil para você se conhecer do que fazer análises teóricas, por exemplo.

Então, ao colocar as dicas em prática, veja o que funciona melhor para você e adapte caso seja necessário.

Lembre-se de que essa jornada é sua e deve refletir suas particularidades em todos os aspectos. 

Não existe jeito certo ou errado de desenvolver o autoconhecimento. Então, não tenha medo de experimentar até encontrar a fórmula que é realmente adequada para você.

Quando o autoconhecimento é mais necessário?

Quando o autoconhecimento é necessário

Até aqui, muito foi dito a respeito do que se fazer para alcançar esse estado de espírito chamado de autoconhecimento. Se você já pôde identificar as situações e áreas que precisam melhorar, muito bem!

No entanto, se ainda há dúvidas para iniciar essa trajetória, vamos te ajudar apresentando alguns cenários que precisam de mudanças na sua vida:

  • você age por impulso e qualquer tarefa se torna algo conflituosa ― cuidado! Não é preciso se desesperar, apenas agir racionalmente;
  • para tomar iniciativas que lhe darão retorno positivo, você consulta outra pessoa antes de se decidir ― isso é sinal que carece de aprovação externa. Uma pessoa que busca evoluir é independente e sabe fazer escolhas;
  • costuma esconder sua personalidade fazendo o que outras pessoas fazem ― demonstra o quanto você não sabe das suas vontades e não é uma pessoa autêntica;
  • sente insegurança constantemente e não confia nos próprios instintos ou habilidades ― se alguém critica alguma atitude sua ou você comete algum erro no trabalho, a chance de se desesperar e acabar estragando ainda mais a situação é grande.

Todas essas situações são indícios de que a inteligência emocional não anda bem e precisa ser trabalhada.

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Vale a pena investir em autoconhecimento?

Investir no autoconhecimento é investir no desenvolvimento profissional. Como vimos durante todo o texto, pessoas bem preparadas para lidar com a rotina pessoal se darão melhor no ambiente corporativo.

Quem busca o crescimento interno e individual está atrás de muito mais do que calma e serenidade em sua personalidade, habilidades e relacionamentos. 

Ela deseja alcançar resultados em todas as áreas da sua vida e benefícios para caminhos que se abrem a todo momento.

São indivíduos que querem novos desafios durante o trabalho e vão correr atrás de conhecimento para alcançar suas metas pessoais e profissionais, mas também agregarão ganhos para a equipe, empresa e todos que convivem ao redor.

Dar ferramentas para que homens e mulheres busquem o autoconhecimento é uma forma de compartilhar os benefícios desse estilo de vida. 

Além disso, é uma forma de promover o crescimento coletivo no espaço em que estão inseridos.

Por isso, é fundamental a atuação das equipes de Recursos Humanos na promoção dessa prática. 

As oportunidades podem ser feitas por meio de várias estratégias e, principalmente, por meio do acompanhamento individual pelos líderes de cada setor.

Outro ponto importante é saber que, além das vantagens advindas para a equipe com a implementação do autoconhecimento, evitam-se algumas situações que desabonam o bem-estar entre os pares.

Se todos estiverem bem consigo e souberem lidar com situações adversas, conflitos não farão parte do dia a dia.

Uma equipe equilibrada é também um sinal de que cada profissional tem suas habilidades direcionadas para as tarefas nas quais é bom. Dessa forma, desenvolver novas soft kill só ampliará o desempenho e produtividade.

Conclusão

O autoconhecimento é uma das competências mais importantes na realidade de hoje e interfere no desempenho pessoal e também na vida profissional. 

Portanto, é indispensável buscar meios de trabalhar essa capacidade para alcançar novos e melhores patamares.

O RH tem um papel crucial, pois pode auxiliar colaboradores nessa jornada rumo ao eu interior. 

Com isso, será possível contar com profissionais mais preparados, engajados e capazes de desenvolver suas atividades da melhor maneira.

Por falar em soft skills e desenvolvimento, aproveite para descobrir como a inteligência emocional afeta a produtividade!

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