Folha de Pagamento: Todos os Principais Detalhes

A folha de pagamento organiza todas as informações da remuneração dos trabalhadores, considerando detalhes como atrasos, horas extras, tributos e benefícios que afetam o cálculo para o pagamento.

Como é o fechamento da folha de pagamento em sua empresa? Acontece sem problemas ou gera algum tipo de estresse?

Quanto maior o número de funcionários e quanto mais variados os tipos de contrato, mais desafiador pode ser o cálculo da folha de pagamento.

Isso não significa, porém, que apenas em grandes empresas essa tarefa pode gerar dor de cabeça. Por essa razão, independentemente de qual seja sua realidade, reunimos neste artigo tudo o que você precisa saber.

Continue a leitura para conhecer os principais detalhes e sanar suas dúvidas sobre folha de pagamento!

Vamos abordar os seguintes tópicos:

O que é folha de pagamento

O que é folha de pagamento

A folha de pagamento é uma forma de organização que reúne informações sobre a remuneração dos funcionários e prestadores de serviço de uma empresa.

O documento também é conhecido como holerite. Por meio dele, o Departamento Pessoal transforma informações sobre o cumprimento da jornada de trabalho de cada colaborador em dados contábeis.

Como veremos, há vários fatores ― de faltas injustificadas e horas extras, a adicionais e tributos ― que devem ser apresentados na folha de pagamento de funcionários.

Inclusive porque o holerite não apresenta apenas o salário, mas tudo aquilo que compõem a remuneração dos profissionais contratados. Algo que permite o cálculo do pagamento líquido e do pagamento bruto devido.

Diferença entre remuneração e salário

Como indicamos que há uma diferença entre remuneração e salário, vamos passar por isso brevemente para esclarecer a questão.

  • Remuneração: consiste na soma de tudo aquilo que determina o valor pago a um trabalhador, desde seu salário base até cada adicional ou desconto a ser feito. O artigo 457 da CLT explica que:

Compreendem-se na remuneração do empregado, para todos os efeitos legais, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestação do serviço, as gorjetas que receber”.

  • Salário: consiste no pagamento relativo aos serviços prestados e ao tempo em que o trabalhador esteve à disposição do empregador. Engloba o valor fixo definido em contrato mais eventuais gratificações legais e comissões.

Veja o que diz o artigo 458 da CLT:

Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações ‘in natura’ que a empresa, por força do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas”.

O que diz a lei sobre a folha de pagamento

O que diz a lei sobre a folha de pagamento

O Decreto n° 3.048, de 1999, traz determinações sobre a folha de pagamento.

O artigo 225 aponta que é preciso providenciar esse documento. O texto diz que é obrigação do empregador:

“[…] preparar folha de pagamento da remuneração paga, devida ou creditada a todos os segurados a seu serviço, devendo manter, em cada estabelecimento, uma via da respectiva folha e recibos de pagamentos”.

Além de dizer o que o empregador, por meio do DP da empresa, deve fazer, a lei também diz o que acontece caso a regra não seja cumprida.

O artigo 283 do referido Decreto aponta que a empresa fica sujeita ao pagamento de multa a partir de R$ 636,17 caso deixe de:

“[…] preparar folha de pagamento das remunerações pagas, devidas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com este Regulamento e com os demais padrões e normas estabelecidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social”.

Discriminações da folha de pagamento

O artigo 477 da CLT determina que cada trabalhador tem direito de saber o que compõe a sua remuneração ao ter acesso ao holerite.

Mesmo sabendo disso, há empresas que ainda optam pelo salário complessivo, “uma forma de pagamento que ignora as descrições necessárias dos valores, podendo aumentar ou diminuir os descontos e facilitar fraudes financeiras”.

Essa decisão é equivocada e perigosa, porque desrespeita um direito do trabalhador e abre caminho para que a empresa seja processada.

Com isso, saiba que é fundamental que o Departamento Pessoal receba informações atualizadas sobre cada trabalhador para montar a folha de pagamento corretamente.

Conforme estabelecido no Decreto 3.048/99, a folha de pagamento de funcionários elaborada mensalmente deve conter as seguintes informações:

  • nome do profissional, seja funcionário ou prestador de serviços contratado diretamente pela empresa;
  • cargo, função ou serviços prestados;
  • parcelas integrantes da remuneração;
  • parcelas não integrantes da remuneração como diárias, ajuda de custo e outras;
  • frequência, considerando faltas injustificadas, atrasos e afastamentos;
  • descontos relativos a encargos sociais;
  • indicação do número de quotas de salário-família (caso se aplique);
  • valor líquido que o trabalhador tem a receber;
  • forma de pagamento e data em que esse pagamento será feito.

Quanto a isso, vale saber que não existe um modelo de folha de pagamento oficial. 

Sua empresa pode desenvolver um próprio ou, se preferir, adotar um software que facilite esse processo para o DP.

Independentemente de como a tarefa for feita, ela precisa estar em conformidade com as regras para que seja válida.

Destacar tudo isso ajuda a entender para que serve a folha de pagamentos: basicamente, a ideia é garantir transparência para que os trabalhadores entendam sua remuneração.

Algo que permite também que a própria empresa entenda melhor o investimento feito em cada contratação.

Como preencher uma folha de pagamento

Como preencher uma folha de pagamento

Mais do que entender o que é folha de pagamento, sabemos que você precisa aprender como preenchê-la. Temos algumas informações sobre isso.

Como dissemos, não existe um modelo oficial, e isso dá alguma liberdade para que o RH defina sua própria maneira de fazer esse preenchimento.

Independentemente de suas escolhas a esse respeito, você precisa saber quais informações precisa ter em mãos para completar o documento. Veja só!

Dados obrigatórios da folha de pagamento

Identifique a classificação dos trabalhadores

Quando um profissional é contratado, precisa ser classificado de acordo com sua categoria.

Uma das primeiras informações que devem aparecer na folha de pagamento é justamente essa classificação relativa à ocupação do trabalhador.

Isso é importante porque é com base nessa informação que se torna possível saber quais são as regras legais que baseiam os cálculos.

A saber, essa categorização é apresentada na Convenção Coletiva de Trabalho

Entre as regras existentes estão, por exemplo, especificações acerca da concessão de benefícios trabalhistas. Algo que o DP precisa levar em conta para definir a remuneração corretamente.

Confira o registro de ponto

Ainda, os detalhes relativos à jornada de trabalho de cada profissional contratado pela empresa devem ser apresentados.

Para entender a razão disso, basta considerar que atrasos, faltas injustificadas e horas extras estão entre os principais fatores que podem alterar a remuneração de um mesmo trabalhador de um mês para o outro.

Desde que a Lei de Liberdade Econômica entrou em vigor, em 2019, apenas empresas com mais de 20 funcionários são obrigadas a ter um sistema de controle de jornada.

Nada impede que organizações com quadros mais enxutos estabeleçam o controle de ponto como norma, porém.

Tudo porque conferir o registro de ponto serve para identificar possíveis adicionais e descontos que devem ser considerados pelo DP.

Isso é importante para a empresa e para o trabalhador. Empregador nenhum quer pagar por um dia que o funcionário faltou sem justificativa e também não quer lesar um trabalhador ao não pagar horas extras devidamente.

Confira tributos e benefícios

No cálculo da folha de pagamento, detalhes fazem toda a diferença.

O documento deve apresentar os descontos relativos ao INSS e ao IRRF. Algo muito importante para que os trabalhadores saibam que seus direitos estão sendo assegurados.

Para tanto, é importante consultar as tabelas oficiais que indicam a alíquota que deve ser descontada em cada caso, com base na faixa salarial de cada contratado.

Além disso, o DP precisa conferir com atenção quais são os benefícios que podem ser descontados em folha.

Para tanto, deve-se ter em mente que é o salário bruto que serve de base para o cálculo de cada um dos descontos. Erros nesse sentido podem ser danosos.

Primeiro porque o trabalhador pode ficar frustrado com a situação e, caso essa se repita, sentir que não há compromisso real da empresa com seus direitos.

Segundo porque a situação pode render processos trabalhistas que resultam em multas e, claro, em prejuízo para a reputação do empregador.

São muitos pontos de atenção. Para que tudo isso fique mais claro para você, preparamos um exemplo de como fazer uma folha de pagamento. Veja:

Como preencher a folha de pagamento

Cálculo de folha de pagamento

Cálculo de folha de pagamento

Depois de contar a você como funciona a folha de pagamento, podemos nos preparar para seguir para a parte do cálculo que o DP precisa fazer.

Para tanto, começaremos abordando alguns aspectos importantes para esse cálculo e, depois, passaremos a explicações de como calcular de fato.

O que afeta esse cálculo

Já que prometemos contar tudo sobre folha de pagamento, precisamos dizer que os itens que devem constar no documento podem ser divididos em dois grupos: proventos e descontos.

Ambos os grupos são formados por variáveis que afetam o cálculo ― podem mudar de trabalhador para trabalhador e até apresentar alterações de um mês para o outro.

Proventos

Proventos são as diferentes formas de remuneração possível. Sendo assim, neste primeiro grupo, estão as variáveis que adicionam valor à remuneração do trabalhador. Veja!

Horas extras

Você já deve saber que as horas extras valem, no mínimo, 50% mais do que a hora normal de trabalho.

O DP deve conhecer os detalhes de cada contrato para saber qual é a jornada normal de cada trabalhador e o que representa a jornada extraordinária.

Ainda que a empresa adote um regime de banco de horas, caso a compensação não seja feita dentro do prazo legal, o pagamento de horas extras precisa ocorrer.

Isso significa que todo Departamento Pessoal precisa saber fazer esse cálculo.

Adicionais

Diferentes adicionais podem afetar o cálculo da folha de pagamento. Confira-os abaixo.

Trata-se de um benefício pago aos funcionários com jornada de trabalho no período noturno — especificamente entre 22h e 5h — que garante um adicional de 20% no valor da hora trabalhada.

Esse adicional é pago quando a atividade exercida pelo trabalhador expõe sua saúde a riscos.

Os graus de insalubridade podem variar e, com isso, o valor do adicional que deve ser considerado para a folha de pagamentos também.

A saber, são três graus definidos: máximo, médio e mínimo. Cada um deles leva a um adicional de 40%, 20% e 10%, respectivamente.

Por sua vez, esse adicional é pago quando a atividade exercida oferece riscos à vida do trabalhador.

O adicional de periculosidade garante um acréscimo de 30% com relação ao salário efetivo do profissional.

Assim, caso você ainda tenha dúvidas, vale esclarecer que a diferença entre os adicionais de  insalubridade e periculosidade está na definição do risco. 

Insalubridade representa um risco gradual à saúde do trabalhador, enquanto periculosidade caracteriza um risco imediato de vida.

DSR

DSR é sigla para Descanso Semanal Remunerado: um direito trabalhista que consiste em um dia na semana em que o trabalhador não precisa realizar suas atividades, mas continua sendo remunerado.

O direito a esse descanso e ao pagamento correspondente é assegurado pela CLT e o DP precisa calculá-lo e incluir o valor na folha de pagamento.

Bônus

Bonificações costumam ser pagamentos feitos pela vontade do empregador em reconhecer serviços prestados ou metas batidas de seus trabalhadores.

Também podem ocorrer como forma de recompensar os profissionais por tempo de serviço na empresa.

Seja como for, é o empregador que define o valor da bonificação e como pagá-la. A CLT não tem determinações específicas quanto a isso.

Entretanto, é preciso que esse bônus seja lançado na folha de pagamento, obrigatoriamente.

Abono pecuniário

Você conhece a ideia de vender as férias, certo?

A legislação trabalhista permite que trabalhadores vendam até ⅓ de suas férias ao empregador, um pedido que não pode ser negado desde que feito dentro dos prazos estipulados.

“Venda de férias” é um termo popular para a prática do abono pecuniário; um direito legal de quem tem carteira assinada.

Assim, caso um funcionário solicite a venda de parte de suas férias, o valor correspondente deve constar na folha de pagamento.

Descontos

Como haveria de ser, também existem valores a serem descontados no cálculo da folha de pagamento, definindo a remuneração de cada trabalhador. Veja quais são esses descontos.

Faltas e atrasos

A CLT determina o que são faltas justificadas e qual é o limite diário de atraso que um trabalhador pode ter sem sofrer descontos em sua remuneração.

Tudo que foge à regra prevista pela legislação pode ser considerado motivo de desconto no pagamento.

O desconto por faltas deve ser calculado por dia de ausência injustificada. Por sua vez, o desconto por atrasos deve considerar o total de minutos ou horas.

INSS e IRRF

Tanto o INSS quanto o IRRF são descontados na folha.

Para fazer isso, o Departamento Pessoal precisa consultar as tabelas oficiais que definem as alíquotas em cada caso, já que os descontos variam de acordo com a faixa salarial dos funcionários.

É sempre importante buscar as versões mais atualizadas dessas tabelas. Apenas para que você tenha uma ideia, vamos compartilhar com você as alíquotas vigentes em dezembro/2020.

INSS
  • Salário até R$ 1.045,00 ― alíquota 7,5%
  • Salário entre R$ 1.045,00 e R$ 2.089,60 ― alíquota 9%
  • Salário entre R$ 2.089,60 e R$ 3.134,40 ― alíquota 12%
  • Salário entre R$ 3.134,40 e R$ 6.101,06 ― alíquota 14%.

Calcular o INSS na folha de pagamento corretamente é responsabilidade importante do DP, porque diz respeito aos direitos dos trabalhadores que precisam ser respeitados para que a empresa esteja em dia com suas obrigações.

IRPF
  • Salário até R$ 1.903,98 ― isento
  • Salário entre R$ 1.903,99 e R$ 2.826,65 ― alíquota 7,5% ― parcela R$ 142,80.
  • Salário entre R$ R$ 2.826,66 e R$ 3.751,05 ― alíquota 15% ― parcela R$ 354,80.
  • Salário entre R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 ― alíquota 22,5% ― parcela R$ 636,13.
  • Salário acima de R$ 4.664,68 ― alíquota 2705% ― parcela R$869,36.

* A “parcela” diz respeito à parcela a ser deduzida da remuneração do trabalhador.

Assim como acontece com o INSS, o cálculo do IRRF na folha também tem a ver com manter a empresa em dia com suas obrigações trabalhistas. Por isso, demanda atenção redobrada.

Vale-transporte

No caso dos funcionários que recebam vale-transporte, o valor do benefício que é descontado da remuneração deve ser apresentado no holerite.

Quanto a isso, vale atenção ao fato de que o número de conduções e seu custo pode variar de um funcionário para o outro.

Ainda, é preciso dar atenção a outros detalhes:

  • se o funcionário tem faltas, o dia de ausência conta como um dia a menos de vale-transporte;
  • se a empresa adota o modelo de trabalho híbrido, o DP precisa conferir quantos dias cada trabalhador atuou na empresa para definir o desconto corretamente.

Vale-alimentação/refeição

Nem o vale-alimentação e nem o vale-refeição são obrigatórios, diferentemente do vale-transporte. 

Assim, o empregador pode optar por concedê-los sem descontar na folha de pagamento ou fazendo esse desconto.

Quanto a isso, é interessante que se saiba que o vale-refeição, a princípio, tem natureza salarial, impactando o cálculo do FGTS, do 13° salário e das verbas rescisórias.

Por outro lado, se o empregador decide descontá-lo do pagamento dos funcionários, o vale passa a ter caráter indenizatório.

Para o vale-refeição e para o vale-alimentação, havendo desconto em folha, o limite máximo a ser descontado é de 20% do valor total do benefício sobre o salário-base.

Convênios

Em alguns casos, convênios contratados pela empresa podem ser descontados da folha de pagamento dos funcionários.

Um exemplo é o plano de saúde, a depender do contrato firmado. Em algumas situações, parte do valor é pago pelo empregador e outra parte por cada um dos beneficiários.

É importante que o RH esteja atento às regras legais, inclusive quando da escolha dos convênios, para saber quando os descontos podem ser feitos e quais os limites estabelecidos.

Algo que, posteriormente, deve ser passado ao DP para o cálculo da folha de pagamento.

Contribuição sindical

Desde a Reforma Trabalhista, a contribuição sindical deixou de ser um desconto obrigatório na folha de pagamento.

Atualmente, cada trabalhador precisa autorizar esse desconto. É interessante que o RH passe orientações quanto a isso e que esteja atento aos pedidos de cancelamento para evitar que o DP faça descontos indevidos.

Quando a contribuição sindical é autorizada, seu valor corresponde a um dia de trabalho, conforme o artigo 580 da CLT, e o desconto é anual.

FGTS

É importante começar dizendo que o FGTS não é descontado da folha de pagamento, mas a informação precisa ser apresentada mesmo assim.

A regra determina que seja assim, da mesma forma que a legislação obriga empresas a fazerem o pagamento do FGTS mensalmente para assegurar um direito do trabalhador.

Adiantamentos

Lembramos ainda que a legislação permite adiantamentos de até 50% do salário.

Essa é uma opção apresentada por algumas empresas e que, caso solicitada por algum funcionário, precisa ser descontada depois.

Para tanto, basta considerar o percentual que foi adiantado para encontrar o valor correspondente e deduzi-lo do pagamento.

Como é feito o cálculo da folha de pagamento

Como é feito o cálculo da folha de pagamento

Apesar de todas as questões que apontamos até aqui, o cálculo da folha de pagamento não é um bicho de sete cabeças.

O que pode dificultar o processo são os detalhes que precisam ser considerados; o que exige muita atenção e organização para não deixar nada para trás e evitar erros.

Vamos a um passo a passo simples:

  1. identifique o salário base do trabalhador (aquele valor definido em contrato, sem tirar nem pôr);
  2. verifique os registros de ponto e calcule as horas extras devidas, caso existam;
  3. confira se há adicionais a serem acrescidos e calcule-os;
  4. calcule o valor do descanso semanal remunerado (DSR);
  5. verifique os registros de ponto e calcule eventuais descontos por atrasos ou faltas injustificadas;
  6. consulte as tabelas para fazer as deduções de tributos;
  7. verifique se há benefícios sendo descontados em folha e calcule os valores.

É certo que esse caminho não vai gerar resultados iguais para toda a empresa. Em alguns casos, é preciso considerar ainda os pagamentos do 13° ou o adicional de férias.

Isso sem falar que as horas extras podem influenciar o cálculo do DSR, o adicional noturno pode impactar as horas extras e por aí vai.

Por essa razão, para que você confira melhor todo o processo, recomendamos que confira o post que fizemos especialmente só sobre o cálculo da folha de pagamento.

Como melhorar o cálculo de folha de pagamento

Como melhorar o cálculo de folha de pagamento

Se tem algo que você já deve estar ouvindo há muito tempo em conversas sobre otimizar as tarefas do RH e do DP é apostar no uso de softwares.

Se você quer tornar o cálculo da folha de pagamentos mais simples, rápido e assertivo precisa buscar as tecnologias certas.

Hoje em dia, a adoção de tecnologia precisa ser vista como um investimento ― e não como um custo ― porque os benefícios são reais. Inclusive no que diz respeito à redução de riscos que geram prejuízos.

A seguir, vamos apresentar dois tipos de software que podem melhorar e muito o processo de cálculo e fechamento da folha de pagamentos em sua empresa.

Software de controle de jornada

Se você ainda não tinha se dado conta, pode ser que tenha percebido com a leitura que a jornada de trabalho tem grande influência na folha de pagamento.

Não foi sem motivo que mencionamos que até empresas que não são obrigadas também podem usar sistemas de controle de jornada. Esse tipo de tecnologia favorece a todas, independentemente do porte.

É provável que você já saiba que, antigamente, esse controle era feito de forma manual, à base de papel e caneta mesmo. Felizmente, os meios foram evoluindo.

Do papel, passamos para a marcação mecânica com modelos de relógios de ponto que acabaram virando peças de museu. 

Então, evoluímos para as planilhas, mas ainda precisávamos de mais… Mais segurança e transparência.

Por isso, os sistemas digitais foram aprovados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). 

A partir dessa mudança, as portas se abriram para uma tecnologia ainda mais avançada e chegamos aos sistemas alternativos.

Tangerino ― aplicativo de controle de ponto

Tangerino ― aplicativo de controle de ponto

Sistemas alternativos de controle de ponto, regulamentados pela Portaria 373 do MTE, funcionam como aplicativos. É o caso do Tangerino.

Um software assim permite que todos os registros de ponto sejam automaticamente lançados em um sistema a que lideranças e RH têm acesso, com atualizações em tempo real.

Ainda, por ser um app que pode ser baixado no dispositivo móvel dos trabalhadores, o Tangerino permite até mesmo marcação remota sem demandar conexão com a internet.

Tudo isso significa que funcionários podem marcar ponto de onde estiverem, de forma prática e rápida. Basta pegar o celular e abrir o aplicativo.

Com isso, o controle de ponto é simplificado. O DP pode verificar todos os registros diariamente e, caso deseje, ir contabilizando atrasos ou horas extras para não deixar tudo para o fim do mês.

Usando só um software de controle de ponto, a empresa já evita erros por conferências equivocadas nos registros. Além disso, ganha tempo com todo o processo de fechamento da folha de pagamento.

Software de folha de pagamento

Agora, se você quer ainda mais facilidade, acredite, é possível!

Bons aplicativos de controle de ponto, como o Tangerino, podem ser facilmente integrados com softwares de folha de pagamento.

Vamos ajudar você a entender melhor o efeito prático disso contando, por alto, como a combinação das duas tecnologias vai melhorar a gestão da folha de pagamento.

Bom, como você deve estar supondo, um software de folha de pagamento é capaz de automatizar etapas do cálculo. Por exemplo, as alíquotas referentes ao INSS e ao IRRF podem deixar de ser um “trabalho” para o DP.

Quando a integração com um aplicativo como o Tangerino é feita, a automatização é ainda mais completa.

Basicamente, você precisa informar ao sistema qual é a jornada normal de cada funcionário. 

Assim, ao receber os dados dos registros feitos com o Tangerino, o software compara as informações automaticamente.

Como consequência, todos os atrasos, faltas, horas extras, horas extras noturnas já são apresentadas a você e incluídas no cálculo. Viu como o desafio se torna muito mais simples assim?

A automação de processos com os softwares certos poupa tempo, evita dor de cabeça e reduz as chances de erros que podem resultar em: retrabalho, erro no pagamento, processos trabalhistas e prejuízo.

A folha de pagamento e o eSocial

A folha de pagamento e o eSocial

E já que estamos falando de tecnologia, também precisamos falar sobre folha de pagamento e eSocial.

Você já deve saber que o eSocial é um programa que foi desenvolvido pelo governo para unificar o envio das obrigações acessórias do Departamento Pessoal.

No caso da folha de pagamento, o eSocial reúne:

  • informações fiscais;
  • informações previdenciárias;
  • informações trabalhistas.

Assim, é possível usar o sistema também para fazer os cálculos relativos à remuneração de cada trabalhador.

Fora isso, é importante dizer que o DP só finaliza o fechamento da folha de pagamentos após o envio ao eSocial.

Essa mudança facilitou a fiscalização por parte do MTE e do governo, já que agora o acesso aos dados é constante e não precisa ser requisitado às empresas.

Isso deixou mais claro para o RH e para o DP a importância de ter um bom controle de ponto e dados consistentes sobre tudo que impacta a folha de pagamentos.

Consequentemente, a compreensão dos benefícios da automação e do uso de softwares, conforme mencionamos, se dá de forma ainda mais evidente.

Desoneração da folha de pagamento

Desoneração da folha de pagamento

Para encerrar esta conversa que envolve tudo sobre folha de pagamento, precisamos mencionar a possibilidade de desoneração.

A desoneração da folha de pagamento acontece quando é possível controlar as despesas e gastos da sua empresa de forma a diminuir o valor devido e aumentar o lucro envolvendo seus funcionários.

A ideia dessa desoneração é reduzir a carga tributária das empresas em relação à folha com o objetivo de aumentar a competitividade de determinados setores econômicos.

A legislação determina que empresas devem fazer uma contribuição previdenciária equivalente a 20% do INSS sobre a folha de pagamento. A desoneração foi criada para substituir esse percentual.

Ao longo do tempo, a desoneração da folha de pagamentos passou por mudanças e inclusive deixou de existir, até ser retomada em 2018.

Desde então, a partir da publicação da a Lei n° 13.670/2018, a desoneração já não contempla todos os setores econômicos.

Com isso, quem ainda se beneficia da desoneração da folha de pagamento são as empresas de:

  • comunicação;
  • confecção de calçados e vestuário;
  • construção civil;
  • fabricação de automóveis e carrocerias;
  • fabricação de máquinas e equipamentos;
  • transporte; indústria têxtil;
  • tecnologia da informação;
  • circuitos integrados e de proteína animal.

Para as demais, a contribuição patronal relativa ao INSS não tem alternativas.

Conclusão

Em tese, fechar a folha de pagamento é tarefa simples.

Na prática, o simples também pode se tornar realidade se a empresa contar com as tecnologias certas.

Como vimos, são muitas as variáveis — entre proventos e descontos — que precisam ser consideradas para que o DP faça os cálculos corretamente.

Isso sem falar no controle de ponto que se apresenta como ferramenta fundamental para facilitar o processo e evitar erros.

Além de entender cada detalhe do funcionamento da folha de pagamento, é preciso organização e atenção para fazer tudo da melhor maneira e em tempo hábil.

Por tudo isso, soluções como o Tangerino são bem-vindas.

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